Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Os lisboetas nunca esquecerão da megalomania e do esbanjamento que se gerou na cabeça de Pedro Santana Lopes, à volta da reabilitação do Parque Mayer, dos projectos faraónicos (e onerosos) de Frank Gehry e da trapalhada de transferências de Casinos.
A CM Lisboa até tem vergonha de dizer quanto custou o projecto...
E, os alfacinhas não se esquecem, porque já estão a pagar estes desvarios e vão continuar a fazê-lo por alguns anos...
E, pagar extravagâncias, ainda para mais em tempos de crise, custa. Dói.