Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Haverá uma legião de barões do PSD a abrir garrafas de champanhe...!
Por outro lado, outra legião de notáveis do PS, esfregam as mãos pensando na maioria absoluta...!
Mas, de facto, nenhuma destas atitudes serve a Democracia.
E sondagens são pesquisas sempre inacabadas e precárias, até ao momento eleitoral.
Assim vai Portugal: a oposição ao Governo é feita por Manuel Alegre, alguns floridos de Carvalho da Silva e uns sound-bytes de Louçã.
Ora, para quem entende que Portugal precisa de uma nova maioria absoluta de Sócrates, como é o meu caso, não poderia haver pior cenário. A manter-se esta calmia dificilmente haverá uma votação consistente e entusiasmante que permita esses milagreiros 45%. Um problema da lei eleitoral, sem dúvida...
Segundo as sondagens, e as coisas a continuarem assim no PSD, cedo cedo chegará o BE a segundo maior partido