Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
Agora vêm os argumentos pessoais e de família. Vamos com calma: também eu estou curioso de saber até onde vai esta história.
Não esqueço, aliás, que foi em 2004, dentro do PS e incitado por altos adversários que muitas destas conversas começaram.
Agora vamos desde já pôr os pontos nos iis: José Sócrates só pode responder politicamente pelos seus comportamentos, não pelos actos do seu primo ou do seu tio!
Tratava-se quase de uma prerrogativa pontifícia. Curiosamente os principais beneficiários eram os sobrinhos...
Eminentes homens públicos como Napoleão Bonaparte praticaram este tipo de protecção familiar.... Chegou a ter 3 irmãos reizinhos de opereta em territórios militarmente ocupados.
Chama-se a isto: nepotismo!.
Hoje este conceito está adquiriu um moldura diferente, mais lata, sendo sinônimo da concessão de privilégios no quadro de negocios com bens públicos.
Muito próximo de certa actividade lobbysta, sem qualquer tipo de regras ou limites.
Não tem nada a ver com os laços familiares congénitos que, como todos sabemos, não se escolhem, mas são os que se têm.
Já os tradicionais apadrinhamentos portugueses são opções familiares, muitas vezes com interesses ocultos, em que o objecto (o "afillhado") não é tido nem achado.
Os outros "apadrinhamentos", entre adultos não familiares, são meros favorecimentos...
Todavia, reconheço que o aproveitamento político desta questão tem sido abominável.
Que, em minha opinião, tem sido explorado pela comunicação social ad nauseum.
Agora, identificar quem está por detrás dessa comunicação social, especuladora?
É meter-se em novas (outras) especulações...
Compreende-se, devia exigir-se, que perante um processo, que dura há tantos anos, o País deva aguardar, serenamente, que a investigação se conclua, em sede própria, rápida e tranquilamente.
Só isso!
Estará a tentar, porventura, insinuar a desonestidade do Prof. Marcello Caetano e do Dr. Baltazar Rebelo de Sousa?
Pois fraco era, o Dr. Caetano, o princípio do fim, certamente...
Mas de frouxo a desonesto ainda vai um longo caminho.
Eu não insinuei que Baltazar Rebelo de Sousa e Marcelo Caetano eram desonestos.
Apenas garanto que foram fascistas e criminosos de guerra, cúmplices da guerra colonial.
Eram amigos do peito e da hóstia.
Quando se refere à hóstia, está a falar da consagrada ou dos bolinhos com hóstia? É que aqui também pode existir concomitância…
A bem da verdade!