Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Este padre tem sangue judeu!!
Ironia!
Hoje, este processo de branqueamento do holocaustro, estendeu-se a todos os sectores da sociedade e entranhou-se no ambíguo espaço religioso, onde prolifera impunemente.
Desde o presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, que se rege por motivações anti-judaicas, à igreja pré-comciliar, afecta aos canones de Trento, vale tudo...
Inicia-se, assim, um concertado processo de revisionismo histórico, que necessita de ser compreendido para ser eficazmente combatido.
Tudo começa com Pio XII, cujas relações com Hitler são mais do que suspeitas e nunca exaustivamente investigadas, por visível obstrução do Vaticano.
Bento XVI ao "reabilitar" o pretenso bispo Williamson, pessoa claramente antissemita e um convicto negacionista do Holocaustro, é uma atitude que conspurca historicamente a Igreja.
É caso para dizer: diz-me com quem andas...
O certo e sabido é que atitudes, como estas, de Bento XVI acabam por mandar às urtigas qualquer veleidade sobre Eucomenismo.
Nem a recente eleição do novo Patriarca de todas(?) as Rússias o metropolita Kirill, um homem aberto ao diálogo, salvará Bento XVI ...de um inevitável isolamento.
E o vaticano que ignora o holocausto promovido pelo "bom católico" Ante Pavelic?? o Vaticano usa a influência dele na mídia etc. pra abafar a história do holocausto Ustasha...
isto a tal ponto que... ao contrário dos campos de concentraão nazistas, o regime católico Ustasha virou um tabu na grande mídia.
Pra mim isto é tão podre quanto negar o holocausto promovido pelos nazis.