José Sócrates e Chico Buarque: alarde, vanglória ou desleixo…?

A visita de José Sócrates a Chico Buarque, para “ conversar e tomar um cafezinho” e/ou “sacar" uns autógrafos para mostrar à família foi um passo que qualquer português – da geração do visitante – daria…

Sendo Chico Buarque um dos símbolos vivos da Música Popular Brasileira (MPB) a curiosidade e o interesse do cidadão José Sócrates em conhecê-lo pessoalmente, não constitui nenhuma surpresa, nem é recriminável. Pelo contrário, será uma afirmação de valores humanos [afectivos e/ou do foro íntimo], absolutamente respeitáveis.

Já o seu staff, ao inverter os rituais [comuns] que informam qualquer visita informal [não cerimoniosa, nem protocolar], mostrou estar imbuído em profundos equívocos [vícios] acerca dos processos humanos de socialização e, deste modo, transformou, um acto - fundamentalmente - afectivo [e compreensível para qualquer pessoa] num alarido mediático [o chamado sound bite] e/ou numa fútil vanglória para o visitante. Pior, transmitiu uma imagem de desleixo [incúria] no tratamento de uma situação lateral à viagem oficial de José Sócrates ao Rio de Janeiro que, descabidas justificações à posteriori, só agravam.

Os políticos são seres humanos e não devem viver perseguidos pelo espectro do “politicamente correcto”. Ao adoptarem essa atitude tornam-se extremamente vulneráveis, quando não ridículos...

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