NUCLEAR NÃO, OBRIGADO!

No Conselho de Segurança das Nações Unidas discute-se, esta semana, o “pacote de sanções” dirigidas ao Irão devido às dúvidas que se levantam sobre a natureza e as finalidades do actual programa nuclear, em desenvolvimento neste País.
Diversas movimentações sobre este melindroso tema ocorreram nos últimos tempos. Desde a Cimeira sobre Segurança Nuclear de Washington [13 e 14 de Abril de 2010], promovida por Barack Obama, no seguimento da assinatura de um novo tratado de redução dos arsenais nucleares norte-americano e russo [8 de Abril de 2010], às recentes iniciativas que conduziram a uma Declaração Conjunta do Irão, Turquia e Brasil [17 de Maio de 2010], sob o patrocínio do presidente Lula da Silva, que a “questão nuclear” mantêm-se na ordem do dia.

A situação gerada pelo desenvolvimento de tecnologia nuclear pelo regime teocrático iraniano, tem despertado receios, preocupações, insegurança e múltiplas [e desencontradas] reacções na comunidade internacional.

Na realidade, a “questão nuclear” a nível mundial, tem muitas zonas de penumbra e integra - em larga medida – inúmeros dossiers classificados como secretos.
Os documentos ultra-secretos sul-africanos, revelados hoje pelo jornal The Guardian com base nas investigações do pesquisador americano Sasha Polakow-Suransky, revelam que Israel, em 1975, i.e., na vigência do nefasto período do apartheid, mostrou-se disponível para vender ogivas nucleares ao regime de Pretória.link


O documento foi trazido à luz do dia pelo The Guardian [foto ao lado] são a prova cabal de que Israel possui um arsenal nuclear, secreto, não inspeccionado, logo, incontrolável.
Mais, Israel - a par deste intolerável secretismo - mantêm-se fora dos Tratados de Não-Proliferação Nuclear.

As revelações do jornal The Guardian não podem deixar de perturbar a obtenção de um procurado e difícil consenso, no seio do Conselho de Segurança da ONU, com vista à intensificação de novas pressões [sanções económicas] visando que o regime islâmico do Irão clarifique as suas opções nucleares.

Na verdade, será consensual - para a comunidade internacional - que um assunto com tamanha delicadeza política, como é a questão da proliferação de armas nucleares, não poderá contornar uma límpida e rigorosa transparência de informações e a consequente participação nas conferências que, sobre este assunto, se vêm realizando. A existência de uma umbilical relação entre os EUA e Israel – que o Mundo não ignora - mostra que, neste assunto, como noutros referentes aos grandes problemas que afectam o Médio Oriente, não existe suficiente clareza e honestidade de processos.

É que para o cidadão comum mantém-se válido e actual um “velho” slogan:
Nuclear não, obrigado!. A aplicar a todos os países, evidentemente…

Comentários

Anónimo disse…
Sejamos coerentes... defendamos sanções contra TODOS os paises nucleares
Anónimo disse…
Que bela irmandade... Tel Aviv e Pretoria

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