Maria Luís Albuquerque e a sua boa estrela política

Maria Luís Albuquerque acumulava a carreira docente numa universidade particular quando lhe apareceu, no ensino de adultos, um aluno com vocação para economista.

Foi aí que o seu percurso profissional e político se ligou ao do aluno. Apesar da luta do discípulo contra contratos swaps, operações financeiras que transformam taxas de juro variáveis em fixas, e elevadas à categoria de crime por Passos Coelho, foram excluídos do governo vários intervenientes, mas poupada a ex-docente.

Mais tarde, quando o ministro das Finanças se demitiu, reconhecendo que tinha falhado nas funções, foi ela a escolhida para o substituir, na mais bizarra cerimónia dos países da CPLP, incluindo a Guiné Equatorial. Tomou posse de um Governo de que desertara um dos partidos, com o líder irrevogavelmente demissionário, por discordar da insólita promoção, com o PR de serviço a dar-lhe posse como se o Governo existisse.

Na gestão do setor bancário foi incompetente, do BES ao Banif, mas foi hábil na criação de emprego para o marido que, dispensado do Diário Económico, abril de 2013, foi logo nomeado Consultor na EDP, no início de julho, por acaso, na empresa cuja privatização foi responsabilidade da amantíssima esposa.

Maria Luís tornou-se tão conhecida, à escala global, que a gestora britânica de “fundos abutres”, Arrow Global Group, de que disse nunca antes ter ouvido falar, a contratou para diretora não-executiva. A colocação londrina permite-lhe o part-time na A. R., em Portugal, num país que fica próximo do local de trabalho.

No último Congresso do PSD, em Espinho, foi eleita vice-presidente, fazendo desbotar o brilho de Miguel Relvas, Marco António e Luís Filipe Meneses, referências éticas do partido e obreiros da ascensão a líder do mais destacado militante de Massamá.

Nem Dias Loureiro lhe fará sombra!

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