A ética, o bom senso e o populismo

Há quem confunda tudo e pouco se interesse em esclarecer-se.

1 – Contestar a importância atribuída à localização e exposição solar de um imóvel para atribuição do valor coletável é pura demagogia. É um critério importante que existe para quem compra e para quem vende, na fixação do preço. O IMI é função muito residual da variação do Cl, para mais ou para menos, e só se aplicar aos imóveis a transacionar. (Fórmula de cálculo)

2 – Um membro de um órgão de soberania, ou simples funcionário público, aceitar uma viagem de uma empresa privada é no mínimo falta de senso, e na pior das hipóteses um caso de corrupção. Não posso, pois, deixar de condenar os membros do Governo e os deputados que aceitaram uma viagem de uma empresa privada para assistirem ao jogo de futebol que a seleção nacional disputava e a referida empresa patrocinava;

3 – O facto de o país ter tido um PR que trocou a velha moradia por uma nova e mais luxuosa fazendo uma escritura de permuta sem tornas; um PM em exercício que se manteve depois de se ter provado que lesou a Segurança Social e que pretendeu receber o vencimento de deputado em exclusividade, quando não era o caso; um vice-PM que tinha sido diretor de uma empresa de sondagens sem exigir recibos aos funcionários que entregavam e recolhiam os questionários; ou um presidente da Comissão Europeia que passou férias com a família num luxuoso iate de um magnata,
Não diminui a gravidade dos governantes e deputados que viajaram a expensas de uma empresa privada e, na minha opinião, deviam renunciar aos cargos.

4 – Quero declarar que é uma vergonha para o País que o atual PR tenha decidido pagar do seu bolso a viagem no avião do Estado para se deslocar a França, ao jogo da seleção nacional de futebol, como se nessa viagem não representasse Portugal.

Comentários

e-pá! disse…
Os titulares de cargos públicos balanceiam-se entre o medo (de Marcelo) e a impunidade (dos secretários de Estado).
Pelo meio haverá muita insanidade mas essa característica é bastante subjectiva e ainda não sobrenada nas parangonas da comunicação social.

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