Reflexão sobre os incêndios

A incúria, o fim da agricultura tradicional, o desordenamento do território, os negócios obscuros, incluindo o dos incêndios, e mãos criminosas, tudo se conjuga na monótona repetição de um país a arder em cada novo estio.

Em Portugal é tão intolerável duvidar da impreparação de qualquer corporação de bombeiros como defender a honestidade de qualquer político, seja de que partido for.

Comentários

e-pá! disse…
Não sei porquê, começa a pairar no ar a nebulosa suspeita de estarmos a (re)viver um 'Verão Quente'.

Para recordar aos mais novos tal aconteceu quando, em 1975, uma brutal vaga de incêndios florestais, 'ornamentou', a contestação da Direita (encapotada) aos II, III, IV e V governos provisórios, chefiados por Vasco Gonçalves.

O paralelismo pode parecer primário mas as aparentes coincidências são preocupantes...

Ou será uma situação idêntica à das 'bruxas'?
E bruxedo. Sem qualquer dúvida. No mínimo, mau olhado.
e-pá!
Possível é! Embora haja aqui reunidas as circunstâncias da tempestade perfeita: altíssimas temperaturas, ausência prolongada de chuva há muito tempo. Nem as "trovoadas de Maio" deram notícia.
Bruxelas, entretanto, desapareceu. Ou já faliu, quem sabe?!
Agostinho disse…
Penso que é de muito mau tom chamar fantasmas do passado para aqui.

Foi mais rápido o Reino de Marrocos a responder ao apelo do que a Santíssima Trindade da União Europeia.
Portugal é o país dos jeitinhos, do tráfico de poderes, da corrupção e de outros vícios ancestrais que se têm vindo a "democratizar" progressivamente constituindo hoje uma teia diabólica. E toda a gente sabe aonde isso nos conduziu. Há décadas que se sabe dos problemas existentes no ordenamento do território - já vêm da ditadura - e, no entanto, as elites, a quem compete governar, persistem na vã glória dos jogos florais. Isto só lá vai com uma nova Lei das Sesmarias...

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