O Texas, a universidade e as armas

Uma universidade sem armas é como um quartel sem livros, uma piscina sem água ou um deserto sem areia.

Há, porventura, método pedagógico mais eficaz do que a baioneta, algo mais didático do que a bala, desígnio mais universitário do que a supremacia intelectual das armas sobre as lucubrações filosóficas?

A lei que ontem entrou em vigor no Texas, com a aprovação entusiástica do Governador Greg Abbott e da maioria republicana, que domina o Congresso estadual, começou a ser aplicada pelas autoridades texanas, tornando-se o nono Estado federal a democratizar o uso de armas dentro das universidades.

A partir de agora é muito mais seguro andar numa universidade pública do Texas. Os alunos já se podem defender nos ‘campus’, salas de aulas e dormitórios onde se podia ser atingido sem que a vítima dispusesse de uma arma para se defender.

Só não se percebem as restrições que discriminam os antigos criminosos e pessoas com problemas mentais, como se tais cidadãos não tivessem igual direito à sua defesa!

«Não são as armas que matam, são as pessoas», e é ridículo que haja quem queira punir as armas pelos crimes que as pessoas cometem. Há algo mais tranquilizador do que dormir com uma pistola à mão ou entrar numa sala de aula acompanhado da espingarda?

Comentários

e-pá! disse…
O que se passa na cabeça dos governantes republicanos dos EUA?

A ‘licença’ para usar armas nos campus universitários (públicos) no Estado do Texas prefigura um quadro muito próximo dos tempos dos cow boys e do farwest link .
Está tão próximo do 'far' (passe a contradição!) que só faltam os cavalos a pastar nos relvados de Austin e nos serviços administrativos os reitores colocarem a estrela de sheriff no peito.

Todavia, a lei poderá estar aquém das necessidades. Seria de sugerir que a permissiva norma fosse extensiva e abrangesse, por exemplo, os frequentadores dos ‘tea-party’s’. Poderia suceder que o cheiro a pólvora tivesse a propriedade de clarificar as ideias.

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