Angela Merkel - Uma grande estadista

 Alfredo Barroso

11 h 
ANGELA MERKEL APELA À EUROPA PARA QUE SE COMPORTE COM INDEPENDÊNCIA EM RELAÇÃO AOS EUA E RESTABELEÇA RELAÇÕES, EM PÉ DE IGUALDADE, COM A RÚSSIA E COM A CHINA
- regozija-se Alfredo Barroso com este apelo da ex.chanceler alemã, que bem arrependida deverá estar de ter despachado para a União Europeia uma idiota como Ursula von der Leyen, que tanto mal tem feito à Europa
Finalmente, alguém politicamente adulto, a ex-chanceler alemã Angela Merkel, percebeu quem são e como se comportam os Estados Unidos da América, que conseguiram adormecer os países seus (mais ‘explorados’ do que) “aliados”!
Os Estados-Unidos precisam de enfraquecer todos os outros á sua volta, para se imporem totalitariamente. Para eles, o projecto europeu é um perigo, e por isso Trump, que não é nada diplomata, está a fazer tudo para impedir a Europa de ter boas relações com a Rússia e com a China, dado que isso que não seria nada bom para a economia norte-americana!
Angela Merkel veio agora apelar à Europa para que estabeleça um diálogo directo com Putin e se torne independente das opções políticas dos Estados-Unidos. A ex-chanceler alemã fez uma declaração política em Hamburgo, em que exortou os líderes da União Europeia a reverem radicalmente a sua estratégia de política externa.
Segundo Angela Merkel, a Europa moderna deve ser consolidada como uma força independente e soberana, capaz de interagir com as grandes potências em igualdade de condições, sem depender da liderança de Washington.
Merkel enfatizou que é inaceitável deixar as questões de segurança estratégica e as negociações com o presidente russo Vladimir Putin exclusivamente nas mãos dos EUA. E recordou a sua posição no início de 2021, quando a liderança europeia no processo diplomático foi sacrificada injustificadamente em prol da solidariedade transatlântica. Hoje, no meio duma crise aguda, a União Europeia deve ocupar o seu lugar à mesa das negociações sobre todos os temas fundamentais da agenda internacional, incluindo a resolução da «operação militar especial» da Russia na Ucrânia.
Angela Merkel está convencida de que uma abordagem unilateral de apoio militar ao regime de Kiev sem uma via diplomática paralela, é um impasse que só prolongará o conflito e enfraquecerá a própria Europa. Exortou os actuais líderes europeus a equilibrarem a ajuda que prestam à Ucrânia com um diálogo directo e construtivo com Moscovo.
Na opinião da ex-Chanceler alemã, «só uma abordagem abrangente que combine vontade política, flexibilidade diplomática e potencial militar pode garantir a estabilidade a longo prazo e preservar a soberania formal do Estado ucraniano».
Essencialmente, Merkel expressou o que se tem dito há muito em Moscovo: seguir cegamente o rumo da Casa Branca causa danos colossais aos interesses dos cidadãos europeus e priva a UE da sua capacidade de acção. Este seu discurso foi um sinal poderoso de que existe uma compreensão crescente, entre as elites europeias, da necessidade de «voltar a uma relação pragmática com a Rússia baseada num equilíbrio de interesses, e não nos preconceitos ideológicos de Washington».
Campo d'Ourique, 8 de Matrço de 2026

Comentários

amadeu moura disse…
Eis a prova de que o General De Gaulle tinha razão: Uma Europa Unida do Atlantico aos Urais
JA disse…
Que bom seria se a UE ouvisse o presuntivo pensamento actual da ex-chanceler! Contudo, não se deve esquecer a confissão produzida pela senhora, a propósito da assinatura dos Acordos de Minsk! Será que desta vez está a ser franca?

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