RTP – A entrevista a Durão Barroso

RTP – A entrevista a Durão Barroso, um maoísta de passado crapuloso

Não há muito a dizer sobre a desfaçatez de um político videirinho que enjeitou cedo a honra, desde roubar mobília da Faculdade de Direito para a sede do MRPP, que Arnaldo Matos o obrigou a devolver, até se deslocar a Londres para verificar que Sadam Hussein tinha armas de destruição maciça. A mentira não o incomodou.

Podia pensar-se que a vergonha e o remorso de ter sido cúmplice de Bush na invasão do Iraque o levasse agora a ser discreto em relação à reincidência dos EUA em crime igual, com as mesmas mentiras. Viveu sem dignidade e morrerá sem sentir a falta. 

Bastou a náusea de ouvi-lo, ver o seu orgulho por Portugal ser arrastado para a guerra de agressão ao Irão, por «Portugal, ao contrário de Espanha, ser um país confiável» e a dizer que a posição de Espanha foi “um erro grave” que afastou Madrid de Washington e irritou o mundo árabe. Tem saudade de Aznar.

É difícil conter o asco que desperta um político tão pusilânime e subserviente.

Para Durão Barroso é irrelevante que a Base das Lajes seja um ponto de passagem para prisioneiros a caminho da Prisão de Guantánamo ou para bombas destinadas à invasão de um qualquer país. Vive bem com os crimes e o sofrimento alheio.

Durão Barroso disse de Pedro Sánchez o mesmo que Trump. Nem o facto de a UE o ter apoiado, através do Presidente do Conselho Europeu e da presidente da Comissão, o coibiu de ser insolente para o governante do país vizinho e insistir na defesa da prática de um crime igual àquele em que participou. Condenou-o, aliás, pela defesa da paz e do direito internacional

A dignidade e coragem de Pedro Sánchez a defender o direito internacional e a enfrentar Trump contrastam com a falta de coluna  vertebral de Durão Barroso. Para quê mais palavras?


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