A ONU e o Direito Internacional
A ONU e o Direito Internacional
O direito internacional
e o multilateralismo foram, durante muitos anos, a garantia de um módico de
previsibilidade e segurança nas relações internacionais, razão por que a ONU, a
mais prestigiada das organizações internacionais, seja agora desprezada por quem
pretende sobrepor a força ao direito e resolver pela guerra litígios entre
nações.
A força
moral da ONU e a capacidade de evitar conflitos estão hoje muito debilitadas
por falta de financiamento e desprezo deliberado a que a votam líderes irresponsáveis
e autocratas de pendor populista.
A
extrema-direita internacional e aventureiros de vários matizes esforçam-se a destruir
a sua autoridade e a impedir os seus esforços na defesa da paz. Não tarda que lamentemos
a perda de poder e influência que deliberadamente lhe foram retirados.
Em termos
simbólicos constituiu desprestígio a presidência que ontem lhe foi imposta, a
da primeira-dama dos EUA, Melania Trump. Enquanto escalava o conflito que o
marido e Netanyahu levaram ao Irão, Melania presidia à reunião onde se discutiram
os impactos das guerras sobre crianças, tecnologia e educação em zonas de conflito.
Terrível ironia!
Não se
discute a qualificação da primeira-dama dos EUA para representar o País a quem
coube a presidência, embora nenhum português imaginasse a D. Gertrudes Tomás em
tão elevado cargo, o que podia ter sucedido quando o almirante Tomás era o
homem de mão de Salazar, se acaso o regime permitisse então às mulheres serem
diplomatas e Portugal a designasse como sua embaixadora.
Melania
Trump pode ser uma personalidade com talento e qualificação para o cargo, mas a
maioria das pessoas não lhe conhece outra formação fora da Academia Epstein.
É por isso que a sua presidência foi um ultraje à ONU, apesar da presença agradável à vista. Mas o mundo já não é o que era!

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