A Inquisição em Portugal – 31-03-1821
A Inquisição em Portugal – 31-03-1821
Faz hoje
205 anos que foi abolida oficialmente a Inquisição.
Não era só
a apostasia, que raros ousavam, o objeto da crueldade eclesiástica. Judeus,
bruxas e todos os que descressem da única religião verdadeira – ICAR –, eram
vítimas que zelosos delatores levavam ao Santo ofício.
Entre 1536
e 1821, cerca de mil e quinhentas pessoas foram queimadas vivas e 25.000
condenadas a diversas penas. O apogeu da demência verificava-se nos julgamentos
dos mortos que, depois de exumados, eram queimados em autos-de fé, um número
indeterminado bem como o dos que morreram nos cárceres da sinistra instituição.
Foi depois
do Renascimento, do Iluminismo e da Revolução Francesa (1821) que findou o
êxtase pio da violência clerical e o divertimento da corte a assistir aos
autos-de-fé.
A
violência é uma tara sedutora que se transmite geneticamente ou através das
sacristias e madraças, incubadoras onde germinam devotos e prosélitos de
verdades únicas, como se assiste, dos dois lados da guerra que Trump e Netanyahu
desencadearam na Síria.
Perante novas inquisições de desvairados credos, que não desistem de nos impor as suas verdades únicas, urge defender, de forma intransigente, os valores republicanos, laicos e democráticos.

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