Cimeira das Lajes – 16 de março de 2003
Cimeira das Lajes – 16 de março de 2003
Se na tarde de hoje, há 23 anos, tivessem estado na Ilha Terceira, na base das Lajes, os da fotografia, em vez dos quatro celerados que todos conhecemos, não teria havido a cimeira da guerra onde, em macabra encenação, foi anunciada a invasão do Iraque.
O mundo não teria evitado os vírus, as guerras e as crises cíclicas do capitalismo, mas ter-se-ia evitado a tragédia cujas ondas de choque nunca mais deixaram de fazer sentir-se no terrorismo, nas tensões entre o sunismo e o xiismo, na instabilidade das fronteiras do Médio Oriente e na paz mundial.
O português que participou no crime ainda hoje se orgulha dele e recentemente apoiou a nova e trágica aventura em curso, ainda mais grave e funesta. Quem hoje for às bombas de combustíveis, talvez comece a duvidar da sanidade mental dos belicistas e comece a reconhecer os inimigos e a saber escolher os amigos.
A covardia do governo português prefere o apoio a Trump e Netanyahu à neutralidade, continuar a delapidar recursos nacionais em armamento e a contrair empréstimos para armas, a preservar os apoios sociais.
No mínimo,
podia seguir o governo espanhol cuja coragem e dignidade é hoje uma referência na
União Europeia.
Malditos
belicistas!

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