As guerras na Ucrânia e no Irão
As guerras na Ucrânia e no Irão
Há duas guerras
capazes de degenerarem em conflitos mundiais, uma crispação que as alimenta e consequências
que se refletirão no futuro de todos e, sobretudo, das gerações vindouras.
Como em
tudo, há duas partes em conflito, razões de sinal contrário, justificações para
todos os gostos e pessoas capazes de defenderem, por convicção ou corrupção, as
mais inesperadas justificações ou as hipóteses mais hediondas. Só falta quem deseje
a paz.
E o que
mais surpreende são os comentadores cuja imaginação e ecletismo os faz passar
da geopolítica e da geoestratégia para a adivinhação, capazes de prever o que
Trump vai fazer no dia seguinte ou o número de dias, ou anos, que cada guerra
pode durar.
Da plêiade
de comentadores sobressaem duas Helenas, a Matos e a Ferro Gouveia, duas mulheres
capazes de torcer o pescoço aos factos e de candidamente serem as vozes dos
agressores contra os agredidos, entusiásticas defensoras de Trump e Netanyahu, da
mais completa indiferença perante as mortes e sofrimento das populações e dos
soldados.
Tenho tentado
ouvir todos os estrategos da SIC-N, CNN e NOW, agora que desbotam os
tradicionais Milhazes e Nuno Rogeiro, desde o Manuel Poêjo Torres, um consultor
civil da Nato, o que pode justificar as debilidades da Organização, até ao coronel
José Carmo mais sagaz e sabedor do que qualquer cabo.
Claro que
não perco o general Isidro Morais Pereira, seguindo-o de canal em canal, nem as
homilias diárias do Ireneu Teixeira no canal NOW.
O que não
esperava ver, apesar de me ter tornado malhadiço com as agressões que sofro de motu
proprio, era ouvir de um militar, a hipótese para vencer o Irão, bomba nuclear:
«Mandar três bombas atómicas no sítio certo e a guerra acaba de um dia para o outro».

Comentários
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FOR COLOCADO UM TRAVÃO NA IMPRESSORA QUE IMPRIME DINHEIRO FALSO ATÉ AO INFINITO
[a impressão de dinheiro falso financiou a maior máquina de guerra da História]
Do general Serronha, "vamo lá ber..."; o que a nossa Academia Militar foi capaz de parir!!! Mas, sobretudo, deliciou-me a caracterização do tal do Carmo. Parabéns!