A ausência de PR nos momentos delicados do assalto ao poder e do desmantelamento do Estado, pelo atual Governo, é uma nódoa na desastrosa passagem de Cavaco Silva pelo Palácio de Belém. O caso das escutas forjadas a Sócrates só destruiria, se tivesse êxito, o líder e, em certa medida, a direção do PS, mas a conivência com este Governo ajudou a destruir o S.N.S., a Segurança Social, o ensino público e a confiança dos portugueses na democracia. A manutenção do Governo, após a desagregação, com o ministro das Finanças em fuga do assumido fracasso, com o irrevogável Portas e os membros do CDS em debandada, foi um ato de trágicas consequências, que manteve no poder o pior Governo da segunda República, e no Parlamento a mais inepta maioria, da responsabilidade de Cavaco Silva. O desaparecimento do PR após as eleições para o Parlamento Europeu, que fustigaram o seu Governo e a si próprio, e a fuga à responsabilidade de zelar pela constitucionalidade do OE-2014, sem um pedido de desculpa...