Os militantes do PS e a luta interna

Como sou marxista, da linha Groucho, recuso-me a pertencer a clubes que me aceitem como sócio, embora tenha aberto já exceções, nomeadamente para com os Bombeiros Voluntários de Almeida.

As guerras internas do PS deviam ser isso mesmo, internas. Sei que não haverá governo minimamente de esquerda sem PS. Os partidos à sua esquerda já tiveram 40 anos para provarem que nunca serão, sozinhos, maioria, mas compreendo os ataques ao PS na luta pelo voto ou na ambição utópica da conquista do poder por meios que o país recusa.

É na importância do PS para a democracia que reside a minha perplexidade e desolação com os ataques violentos de grupos em confronto. Às vezes, a baixeza moral e a rudeza dos ataques pessoais atingem a indignidade cívica de uma luta fratricida onde a calúnia e a ameaça são armas de arremesso.

O mais indigno dos comentadores serve como prova para denegrir o adversário de cada um. Não imaginarão esses pretensos socialistas que fazem pior ao partido do que todos os adversários, como o PR incluído?

A ausência da mais elementar noção de ética e de respeito pelos adversários transforma militantes num bando de malfeitores apostados ema destruir o partido. A inexistência de cultura política aliada ao ressentimento pessoal e, quiçá, à espera de uma benesse, têm levado numerosas pessoas que se reclamam de militantes do PS às mais baixas vilanias, às mais torpes insinuações e às mais descaradas calúnias e difamações.

Será pedir muito, aos que se reclamam do PS, que façam a guerrilha dentro do partido e tenham a decência de poupar os mais distintos militantes ao ódio, às intrigas e ofensas?

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