Uma ‘produtiva’ maquilhagem…

O Eurostat e a Comissão Europeia pretendem ‘alavancar’ o principal indicador da produtividade económica – o Produto Interno Bruto (PIB). O regulamento normativo europeu SEC 2010 link ordena a ‘contabilização’ de  actividades ilegais, como por exemplo a prostituição, a droga e o contrabando, na determinação do Produto Interno Bruto, ‘manobra’ que deverá ocorrer até 2016.

Alguns países europeus (Espanha, Grã-Bretanha, Itália, Bélgica, …) já estão a trabalhar no sentido de integrar estes sectores do ‘mercado negro’ (angelicamente designado por ‘economia não observada’) nas suas estatísticas económicas. Daí resultará um acréscimo pontual do PIB (diverso conforme os métodos de captura destes dados) que será contabilizado como ‘crescimento’ e terá consequências (benéficas) no cálculo défice e na percentagem da dívida (calculado em relação ao PIB).

Trata-se de mais uma ‘manobra de prestigiação’ dos indicadores e contas públicas, que determinará em paralelo outras especulações (nomeadamente sobre índices de ‘produtividade’) e que ocorre paralelamente à farisaica ‘luta contra a economia paralela’ e o 'combate à fraude fiscal'. Um 'mar de contradições'...

Politicamente, destina-se a ‘selar’ o ‘estrondoso’ êxito das políticas de austeridade tão arduamente defendidas pelos actuais dirigentes europeus como resposta à presente crise e deverão ser apresentadas como 'alavancadoras' de um mítico (e fraudulento) crescimento da actividade económica, para consumo eleitoral e de ‘incautos’.

Os burocratas de Bruxelas não têm emenda.

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