O que se passa no Médio-Oriente?

A guerra do Iraque que foi um dos eixos fundamentais da política externa no mandato do ex-presidente G.W. Bush e está a dar os ‘seus’ resultados link.
A facção islamita sunita aperta o cerco no Médio Oriente e o Mundo assiste a atitudes como esta: No Iraque os fundamentalistas sunitas são condenados pelos EUA por rebeldia contra o Governo fantoche de Nouri al-Maliki mas, na Síria, os mesmos rebeldes são os ‘heróis’ do levantamento contra a dinastia al-Assad, lançando o País numa sangrenta guerra suportada pela corrente xiita aí ‘activa’ (nomeadamente o Irão e o Hezbollah).
As ‘primaveras árabes’ mais não fizeram do que proporcionar à facção sunita a possibilidade de concretizar o domínio político no Médio Oriente e no Norte de África e a progressiva ‘implantação’ de Estados Islâmicos, onde a lei fundamental é a sharia.  

Desde 2003 que os feitos de G. W. Bush mais não fizeram do que acirrar os já seculares problemas entre sunitas e xiitas torpedeando todas as janelas para a Paz. 
Se o Iraque está à beira de uma impiedosa guerra civil (com os jihadistas a assediarem Bagdade) e a caminho da sua desintegração como País, esse facto deve ser integralmente imputado à estratégia norte-americana que, no último decénio, tem condicionado em absoluto ‘todas’ as insurreições no Médio Oriente, com directas ou indirectas interferências bélicas e perdendo rapidamente o controlo das consequências políticas.

Hoje, no 'Ocidente', assistimos atónitos a uma guerra de índole religiosa onde os extremismos são a regra e o terror (político e humanitário) a sua face visível.
Convém relembrar que a ‘cruzada’ de Bush no Médio Oriente nasce como resposta ao ataque terrorista da Al-Qaeda contra a torres gémeas de Nova-York. Uma década após este acto de terror o Ocidente abre, objectivamente, caminho à implantação de um “Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS)”, subsidiário da concepção fundamentalista de Bin-Laden…
Torna-se óbvio que existe, pelo meio, uma história mal contada e, necessariamente, o jogo no tabuleiro do xadrez político mundial tem outras motivações, outros interesses e ocultos objectivos que carecem de resposta.

Regressando ao continente europeu surge uma inquietante pergunta antes do nos lançarmos em novas e terríficas ‘aventuras’.
Qual o papel da UE no meio desta embrulhada?
Os europeus devem exigir para esta dramática situação uma resposta explicativa e concreta do presidente da Comissão Europeia (Durão Barroso), um comparsa oportunista da estratégia então delineada pelos EUA (e que lhe valeu o actual cargo).
Aguardemos…

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