O sátrapa da Madeira

Há anos que me indigno com os desmandos cometidos nessa parcela do território nacional que dá pelo nome de arquipélago da Madeira.
Umas vezes por cobardia, outras por chantagem, quase sempre por incúria, o poder central foi deixando acumular nas mãos de Alberto João Jardim um poder imenso que escapa ao escrutínio dos órgãos da soberania e permite que o atrevimento e a falta de educação cívica sejam a imagem de marca do soba insular.
De nada valeu o calafrio que senti quando a superintendência do sistema fiscal foi atribuída ao Governo Regional. O País que não consegue fazer a sua regionalização (as cinco regiões plano), moderada e financeiramente sustentável, levou a regionalização insular até limites que põem em causa a coesão nacional e o respeito e obediência que à República é devida.
Agora, segundo o «Público» de hoje, site indisponível para não assinantes, Alberto João Jardim ameaça os contribuintes da Madeira com os dados fiscais a que tem acesso. A irresponsabilidade e falta de sentido de Estado a que habituou o País, ao longo de quase três décadas, dão credibilidade à acusação de que usa o fisco para intimidar opositores. O PS apresenta queixa e o BE quer a revogação do diploma que transferiu para o Governo regional o controlo do sistema fiscal.
Quem põe cobro ao descalabro que só pode conduzir a uma separação definitiva e irreversível da Madeira? Quem restabelece a autoridade democrática e acaba com o paraíso fiscal? Quem restitui aos madeirenses a cidadania? Quem defende Portugal de A. J. Jardim?

Carlos Esperança
Comentários
Há anos que me bato contra este estado de coisas. Os jornais publicam-me as cartas mas não acontece nada.
Eu fico à disposição de quem quiser criar um movimento para a independência total do Continente e dos Açores em relação à Madeira. Não quero continuar a ser chamado colonialista e a viver numa colónia da Madeira.
Com a independência da Madeira ganhava todo o bom do português que honradamente tem contribuido para a grande farra do soba Jardim! Eu pelo que me toca era já ontem, e "não chores por mim Jardim" vai mamar nas selvagens!