Notas soltas - Setembro/2008
Casa Pia – A sentença que condenou o Estado a indemnizar Paulo Pedroso não apaga as marcas da tragédia pessoal e humana, causada por um erro grosseiro, e não pune os abusadores de crianças nem os crápulas que quiseram destruir o PS.
Rui Teixeira – O responsável pelo erro grosseiro da prisão preventiva do deputado e ex-ministro Paulo Pedroso, em plena Assembleia da República, com câmaras de televisão a filmar, não será responsabilizado. E continuará juiz.
Parlamento – Um deputado que cometesse um erro grosseiro não seria reeleito, porque o inibia a ética e lho impediria o partido. E dizemos mal dos políticos!
EUA – A candidata republicana à vice-presidência, defensora da pena de morte, do uso de armas, da castidade como método anti-concepcional, do criacionismo e de todos os mitos da direita religiosa, é um Dick Cheney de saias, com risco de se tornar presidente.
CDS – Após a demissão de Nobre Guedes – único vice-presidente do partido –, Paulo Portas manteve silêncio, durante um ano, sem que alguém notasse a falta. Aliás, os centristas souberam pela TV que o CDS ainda existia e que já não tinha vice-presidente.
PSD – Manuela Ferreira Leite, depois de cumprido o longo voto de silêncio, discursou na efémera Universidade de Verão. A líder, criada pelo PR, foi logo ameaçada por Luís Filipe Meneses com um novo congresso no início de 2009.
PS – A manutenção da Lei do Divórcio, votada pelo PS, PCP, BE, Verdes e seis deputados do PSD, depois do veto presidencial, revela a independência dos órgãos da soberania, o uso das competências próprias de cada um e o triunfo da laicidade.
PCP – A Festa do Avante põe à prova a capacidade e dedicação dos militantes. O sucesso repetiu-se. O evento cultural e político honrou a tradição e teve a participação de um público politicamente diversificado e culturalmente exigente.
Angola – A vitória arrasadora do MPLA, justa e livre – segundo os observadores –, não esconde a democracia ainda débil e eivada de corrupção. Consolidou-se a paz, essencial ao progresso e bem-estar do povo. Não foi pouco.
Espanha – A promessa de despenalização da eutanásia é um precedente ibérico em linha com a legislação dos países socialmente mais avançados da Europa.
Big Bang – Um numeroso grupo de cientistas concluiu com sucesso a primeira etapa de uma das mais ambiciosas e fascinantes experiências da Física, capaz de explicar a origem da vida e a deslumbrante história do Universo, experiência atrasada por uma avaria posterior.
Estatuto dos Açores – A forma atabalhoada e o sítio deslocado (TV) em que o PR o condenou não lhe retiram razão nas críticas, justas, apesar da unanimidade com que fora aprovado na Assembleia da República.
Bush – O colapso financeiro obrigou-o às maiores nacionalizações de sempre, superando os activos nacionalizados por todos os revolucionários da América Latina ao longo de décadas. Os ultraliberais nacionalizam os prejuízos e privatizam os lucros.
Lei do Divórcio – Vetada pelo PR, foi de novo votada pelo PS, PCP, BE, Verdes e 11 deputados do PSD (mais 4 do que antes do veto). Votaram contra: a viúva de Sousa Franco, ornamento fúnebre da bancada do PS, o CDS e restantes deputados do PSD.
Ramalho Eanes – A recusa de 1 milhão e trezentos mil euros de retroactivos, devidos pelas reformas de general e de PR, que a lei lhe permite acumular, é um exemplo de honradez e ética republicana que devia servir de exemplo e obrigar a alterar a lei.
Privatizações – Pedro Passos Coelho e António Borges, após o caos financeiro, calam agora o entusiasmo com que defendiam a privatização da CGD e da Segurança Social. Pelo menos, deviam manifestar arrependimento.
McCain – A moderação não o isenta da crise em que o seu partido mergulhou os EUA e o Mundo e a escolha de Sarah Palin, para vice, agravou a repulsa e o medo que inspiram os neocons republicanos.
China – Entre o esplendor dos Jogos Olímpicos e a tragédia do leite adulterado, hesita entre o maoismo e o mais desbragado liberalismo, escolhendo sempre o pior dos dois sistemas.
Venezuela – Hugo Chávez diz coisas certas de forma errada. É tempo de acertar na forma e no conteúdo. Para fazer coisas erradas de forma certa já tem o exemplo do decadente Bush.
Brasil – Num continente onde as paixões políticas se avivam, Lula aparece como o mais sensato e clarividente estadista, dirigindo um país em progressivo crescimento e com assinalável êxito na luta contra a fome e as injustiças sociais.
Mundo – À crise financeira segue-se a económica, depois a social e, finalmente, a política. Os pobres pagam a crise, os responsáveis ficam impunes e não tarda que os ultraliberais voltem a exigir menos Estado. Basta que voltem os lucros.
Rui Teixeira – O responsável pelo erro grosseiro da prisão preventiva do deputado e ex-ministro Paulo Pedroso, em plena Assembleia da República, com câmaras de televisão a filmar, não será responsabilizado. E continuará juiz.
Parlamento – Um deputado que cometesse um erro grosseiro não seria reeleito, porque o inibia a ética e lho impediria o partido. E dizemos mal dos políticos!
EUA – A candidata republicana à vice-presidência, defensora da pena de morte, do uso de armas, da castidade como método anti-concepcional, do criacionismo e de todos os mitos da direita religiosa, é um Dick Cheney de saias, com risco de se tornar presidente.
CDS – Após a demissão de Nobre Guedes – único vice-presidente do partido –, Paulo Portas manteve silêncio, durante um ano, sem que alguém notasse a falta. Aliás, os centristas souberam pela TV que o CDS ainda existia e que já não tinha vice-presidente.
PSD – Manuela Ferreira Leite, depois de cumprido o longo voto de silêncio, discursou na efémera Universidade de Verão. A líder, criada pelo PR, foi logo ameaçada por Luís Filipe Meneses com um novo congresso no início de 2009.
PS – A manutenção da Lei do Divórcio, votada pelo PS, PCP, BE, Verdes e seis deputados do PSD, depois do veto presidencial, revela a independência dos órgãos da soberania, o uso das competências próprias de cada um e o triunfo da laicidade.
PCP – A Festa do Avante põe à prova a capacidade e dedicação dos militantes. O sucesso repetiu-se. O evento cultural e político honrou a tradição e teve a participação de um público politicamente diversificado e culturalmente exigente.
Angola – A vitória arrasadora do MPLA, justa e livre – segundo os observadores –, não esconde a democracia ainda débil e eivada de corrupção. Consolidou-se a paz, essencial ao progresso e bem-estar do povo. Não foi pouco.
Espanha – A promessa de despenalização da eutanásia é um precedente ibérico em linha com a legislação dos países socialmente mais avançados da Europa.
Big Bang – Um numeroso grupo de cientistas concluiu com sucesso a primeira etapa de uma das mais ambiciosas e fascinantes experiências da Física, capaz de explicar a origem da vida e a deslumbrante história do Universo, experiência atrasada por uma avaria posterior.
Estatuto dos Açores – A forma atabalhoada e o sítio deslocado (TV) em que o PR o condenou não lhe retiram razão nas críticas, justas, apesar da unanimidade com que fora aprovado na Assembleia da República.
Bush – O colapso financeiro obrigou-o às maiores nacionalizações de sempre, superando os activos nacionalizados por todos os revolucionários da América Latina ao longo de décadas. Os ultraliberais nacionalizam os prejuízos e privatizam os lucros.
Lei do Divórcio – Vetada pelo PR, foi de novo votada pelo PS, PCP, BE, Verdes e 11 deputados do PSD (mais 4 do que antes do veto). Votaram contra: a viúva de Sousa Franco, ornamento fúnebre da bancada do PS, o CDS e restantes deputados do PSD.
Ramalho Eanes – A recusa de 1 milhão e trezentos mil euros de retroactivos, devidos pelas reformas de general e de PR, que a lei lhe permite acumular, é um exemplo de honradez e ética republicana que devia servir de exemplo e obrigar a alterar a lei.
Privatizações – Pedro Passos Coelho e António Borges, após o caos financeiro, calam agora o entusiasmo com que defendiam a privatização da CGD e da Segurança Social. Pelo menos, deviam manifestar arrependimento.
McCain – A moderação não o isenta da crise em que o seu partido mergulhou os EUA e o Mundo e a escolha de Sarah Palin, para vice, agravou a repulsa e o medo que inspiram os neocons republicanos.
China – Entre o esplendor dos Jogos Olímpicos e a tragédia do leite adulterado, hesita entre o maoismo e o mais desbragado liberalismo, escolhendo sempre o pior dos dois sistemas.
Venezuela – Hugo Chávez diz coisas certas de forma errada. É tempo de acertar na forma e no conteúdo. Para fazer coisas erradas de forma certa já tem o exemplo do decadente Bush.
Brasil – Num continente onde as paixões políticas se avivam, Lula aparece como o mais sensato e clarividente estadista, dirigindo um país em progressivo crescimento e com assinalável êxito na luta contra a fome e as injustiças sociais.
Mundo – À crise financeira segue-se a económica, depois a social e, finalmente, a política. Os pobres pagam a crise, os responsáveis ficam impunes e não tarda que os ultraliberais voltem a exigir menos Estado. Basta que voltem os lucros.
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