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Os incêndios e a chantagem ao Governo
Por
Carlos Esperança
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Ninguém é insensível à dor e ao luto dos que perderam os entes queridos, no inferno dos fogos, e os haveres na voragem das chamas, mas há abutres que continuam atraídos pelo odor dos cadáveres e exploração dos sentimentos, sem respeito pelos defuntos.
Curiosamente, ninguém pergunta aos autarcas o que fizeram para prevenir incêndios e o que falhou nos planos de proteção civil, que lhes cabia elaborar e executar; ignora-se a EDP, cujos fios de alta tensão atearam fogos; esquecem-se incendiários que a PJ filmou em flagrante; isentam-se os donos das matas das obrigações de limpeza. Há quem ganhe com a desgraça e capitalize danos, enquanto a direita procura incinerar o Governo nos fogos que espevita.
Deixemos repousar os mortos e as famílias fazerem o luto, que as filmagens impedem e a oportunidade de aparecer na televisão, com o PR, dificulta.
É altura de saber por que motivo não há quem peça a um juiz que permita o acesso aos seguros dos que os tinham; se há forma de punir quem, tendo s…
Curiosamente, ninguém pergunta aos autarcas o que fizeram para prevenir incêndios e o que falhou nos planos de proteção civil, que lhes cabia elaborar e executar; ignora-se a EDP, cujos fios de alta tensão atearam fogos; esquecem-se incendiários que a PJ filmou em flagrante; isentam-se os donos das matas das obrigações de limpeza. Há quem ganhe com a desgraça e capitalize danos, enquanto a direita procura incinerar o Governo nos fogos que espevita.
Deixemos repousar os mortos e as famílias fazerem o luto, que as filmagens impedem e a oportunidade de aparecer na televisão, com o PR, dificulta.
É altura de saber por que motivo não há quem peça a um juiz que permita o acesso aos seguros dos que os tinham; se há forma de punir quem, tendo s…
Vasco Graça Moura
Por
Carlos Esperança
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Vasco Graça Moura (VGM), apesar de defensor da pena de morte, não é um troglodita e a linguagem, digna do mais rancoroso rural, não faz dele inimputável.
Debita adjectivos como balem as ovelhas ou palram os papagaios, com a facilidade do mais erudito dos almocreves e o acinte do mais primário e boçal ferrador de solípedes.
VGM, na sanha contra a esquerda pós-soviética, onde inclui toda a esquerda, revela-se o mais genuíno dos paladinos da direita pós-fascista.
O defensor de todos os líderes do PSD, e carrasco dos simpatizantes de qualquer outro partido, denomina «patéticas deslocações do sr. Solana» os esforços de paz do ilustre espanhol ao serviço da União Europeia e denomina a política diplomática de Espanha de «progressismo alvar do sr. Zapatero». Deve ser trauma anti-castelhano.
O Governo italiano, depois de ter perdido o notável cançonetista Berlusconi e o pio Roco Butiglioni, passou a ser a «periclitante salada de esquerda do sr. Prodi».
Só não esperava que o último almocreve do cava…
Debita adjectivos como balem as ovelhas ou palram os papagaios, com a facilidade do mais erudito dos almocreves e o acinte do mais primário e boçal ferrador de solípedes.
VGM, na sanha contra a esquerda pós-soviética, onde inclui toda a esquerda, revela-se o mais genuíno dos paladinos da direita pós-fascista.
O defensor de todos os líderes do PSD, e carrasco dos simpatizantes de qualquer outro partido, denomina «patéticas deslocações do sr. Solana» os esforços de paz do ilustre espanhol ao serviço da União Europeia e denomina a política diplomática de Espanha de «progressismo alvar do sr. Zapatero». Deve ser trauma anti-castelhano.
O Governo italiano, depois de ter perdido o notável cançonetista Berlusconi e o pio Roco Butiglioni, passou a ser a «periclitante salada de esquerda do sr. Prodi».
Só não esperava que o último almocreve do cava…

Comentários
Podemos interrogar-nos se ao longo do seu exercício não teria já perdido o apoio popular. Mas isso seria uma questão a escrutinar.
Na verdade, o que temos assistido na UE, é que aqueles que - de alguma forma - perderam a confiança do eixo Paris/Berlim, acabam substituídos por figuras eminentemente técnicas...impostas por motivações ligadas a questões orçamentais financeiras (os labirínticos "mercados") relacionadas com o "peso" da sua dívida externa e o elevado deficit orçamental.
Foi assim na Grécia e agora sucede o mesmo em Itália.
Berlusconi cai porque claudicou na cimeira do G 20 ao aceitar a supervisão do FMI e ao curvar-se perante as pressões de Sarkozy e Merkel.
Portugal e a Espanha são casos com outro enquadramento mas, na realidade, apresentam muitos pontos de contacto embora, pelo meio, existam crises políticas (artificialmente alimentadas) seguidas de processos eleitorais (já realizados ou a realizar)...
Mas para reter fica uma intrigante questão.
Quem não seguir os ditakts do “eixo Merkozy”, dura pouco.
E deste modo se perverte (subordina) os regimes democráticos, aos interesses dos "mercados" ou, se quisermos, do Mundo financeiro. Bem, falta acrescentar, em nome da “estabilidade do euro” que, como temos assistido, todos os dias é posta em causa.
Nem sempre as boas notícias têm, por detrás, bons motivos.