O problema das religiões


O problema das religiões não reside nas mentiras que espalham ou na liturgia que praticam, o problema insolúvel, a tragédia da sua existência, está na fanatização que conduz os crentes à acção.

Não vem nenhum mal ao mundo que um católico acredite na virgindade de Maria ou no voo que o seu filho fez para o Paraíso, a desgraça está nos meios que usa para convencer os outros e anatematizar os que desprezam a fé.

Que os muçulmanos detestem a carne de porco, como eu abomino cebola crua, não traz qualquer problema à humanidade, mas quando o opúsculo terrorista os convence de que devem matar os infiéis, isso já é um problema grave e um crime imperdoável.

Os judeus das trancinhas podem descansar ao Sábado e pensarem o que entenderem do Messias que aguardam, mas a gravidade do que pensam reside no sionismo.

A fé não passaria de uma treta inofensiva se os crentes não se achassem na obrigação de convencer os incréus, de perseguir a concorrência e intoxicar as crianças com as suas crenças.

Deus podia ter sido uma criação interessante, como as deusas gregas ou as sereias, mas tornou-se num detonador do ódio e está na origem de guerras e interditos.

Comentários

Julio disse…
Religião seria um passatempo inofensivo entre refeições se ninguém saísse ferido.
Mais padarias, menos igrejas; mais fermento, menos religião.
LS disse…
Para o serão

Reza da Tia Rosinha

Com Deus me deito, com Deus me levanto,
com a graça de Deus e do Espírito Santo.

Jesus Cristo me cubra com o seu manto.
Se eu com ele bem coberta for,
não tenho medo nem pavor
à coisinha que má for.

Graças ao Senhor que já me deitei.
Botei os olhos ao céu e sete anjinhos encontrei,
três aos pés e quatro à cabeceira,
Jesus Cristo na dianteira.

Ó Senhor, eu dormir quero, minh’alma vos entrego.
Perdoai-me os meus pecados, sabeis quais eles são.
Dai-me neste mundo paz
e no outro salvação.

Recolhida no Minho

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