A visita do PR a Cuba

A visita do PR a Cuba

Ao contrário do beija-mão ao Papa, com intensa sucção do brilhante do anelão, o encontro a sós, entre Marcelo e Fidel, não terá o mínimo gesto de subserviência pia.

A visita do hipercinético Presidente português não deixará de incomodar a direita, a cuja família pertence, e de provocar ataques de azia e as mais diversas interpretações.

Dada a avançada idade do ex-líder cubano, não é natural que o convide a visitar Fátima, no próximo ano, no centenário da maior encenação religiosa contra a República. Seria, aliás, demasiado arriscado para o brilho do Papa, repartir o palco mediático e disputar a popularidade de devotos de origem oposta.

Também não é de temer que o PR português se converta à ortodoxia comunista do mais carismático líder histórico vivo.

Não havendo o perigo de heresia, em qualquer deles, trata-se de mera sessão fotográfica para enriquecer o álbum de Belém.

Ámen.

Comentários

Manuel Galvão disse…
Aposto que se vai deixar fotografar ao lado de Fidel, mas só do lado esquerdo...

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