Efeito Trump?

A pena de morte é a mais impiedosa herança que perdura em códigos penais de países designados como democráticos e civilizados. É injusta e intoleravelmente cruel.

É difícil imaginar que a mão não trema ao julgador que assina a sentença irreversível ou ao governador que a confirma, conhecidas as fartas provas de execuções devidas a erros judiciários e a sua ineficácia dissuasora.
Os EUA, onde a pena de morte é oficialmente permitida em 31 dos 50 Estados, é a nível mundial o segundo País com mais execuções, logo a seguir à China.

Demasiados inocentes foram já reabilitados a título póstumo e, no espaço de 40 anos (1975/2015), foram posteriormente ilibadas 151 pessoas condenada à pena capital. E, nem assim, tem sido possível abolir a pena, que desonra o País e o separa da Europa!

A obstinada persistência nessa punição anacrónica atingiu agora o auge da demência no Estado de Arkansas, onde serão executados 8 presos no espaço de dez dias, depois de 12 anos de interrupção, … para evitar que as injeções letais excedam o prazo de validade.

É a apoteose da insânia, quando o número de execuções estava em queda progressiva há quase duas décadas, a manifestação de zelo de Asa Hutchinson, governador republicano que usou a pena de morte como bandeira política eleitoral.

É a gestão do stock de injeções, uma decisão política em linha com a atual presidência dos EUA, a gestão da vida humana ao jeito da economia de custos na construção civil.

Ponte Europa / Sorumbático

Comentários

Mats disse…
Pena de morte é a pena mais justa em casos de assassínio, violação de mulheres e abuso sexual de menores.
Mats:

Felizmente, Portugal é mais civilizado.

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