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A mostrar mensagens de janeiro, 2026

30 de janeiro de 2026 – Uma sexta-feira negra

Notas Soltas MAI – A ministra Maria Lúcia Amaral ressuscitou ao 3.º dia num estado igual ao das zonas atingidas pela Kristin Juntou à desolação e ao pânico a insegurança e inaptidão desta escolha de Montenegro para o MAI, igual à primeira. Deprimente, vê-la e ouvi-la. No seu desnorte, na ida a Leiria, falava por cima do PR sem ter nada para dizer. Leitão Amaro – O ministro bombeiro do PM, fez um vídeo para o TIC-TOC para tirar partido da tragédia, e a encenação e a inépcia do Governo goraram o plano. Apagou-o arrependido, ao perceber-se da desolação, abandono e desespero de milhares de pessoas. Não é André Ventura quem quer. Nuno Melo – Incapaz de pensar e de governar, mais empenhado em guerras do que no contributo do Exército em situações de catástrofe reuniu-se com militares em encenação pífia e deixou os bombeiros e as pessoas sozinhas e indignadas, sem solicitar o envio que um general garantia disponível na ordem do milhar, enquanto aguardava ordens. André Ventura – Na ...

Tesourinhos deprimentes

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  Não é Ventura quem quer. Um vídeo para o TIC-TOC Os aldrabões também se apanham. O Governo não é a Universidade Sénior dos seus próprios ministros. A ética do Chega, campeão da moralidade.

Viva o 31 de janeiro! (1891) - 135.º aniversário.

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Viva o 31 de janeiro! (1891) - 135.º aniversário. Heróis não são os vencedores, são os que lutam por causas nobres. Quando deixarmos de recordar uma data simbólica da nossa História, deixamos de merecer o que ela representa.

Tempestade Kristin

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  Tempestade Kristin Enquanto Nuno Melo anda entretido com a compra de veículos militares exóticos para as Forças Armadas, esquece-se de as enviar para os locais devastados pelas tempestades para socorrer as populações.

93.º aniversário da chegada ao poder de Hitler

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A Trumpização da Europa – 93.º aniversário da chegada ao poder de Hitler O pangermanismo, antissemitismo e anticomunismo fizeram do Partido Nazi alemão o mais votado. Em 1933, tornou-se o maior partido eleito no Reichstag, e seu líder, Adolf Hitler, foi nomeado Chanceler da Alemanha, no dia 30 de janeiro desse ano, há 93 anos. Começou aí a maior tragédia da História. Os EUA primeiro, o racismo, a xenofobia e o populismo deram ao Partido Republicano a maioria absoluta que Trump reforçou no seu segundo mandato, nos vários centros do poder. O protestantismo evangélico fortaleceu o poder. Há quem não queira ver semelhanças no moralismo religioso e imoralismo económico que, de forma boçal, se desenha, quiçá com o mais improvável dos aliados, Putin. A União Europeia e o euro estão em risco esmagados por Trump e Putin, com a Turquia a pensar no califado e a expandir-se à custa do território da Síria. Não podemos adormecer e pensar que a tragédia não se repete. Ontem, à saída do ci...

Fuga ao fisco - A incúria dos governos que prejudica os contribuintes cumpridores

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026 Este País não tem emenda (40): Onde a evasão fiscal reina impune Publicado por  Vital Moreira Cerca de 60% dos contratos de arrendamento não registados - como dizia a  manchete de ontem do  Jornal de Notícias ,  com base num relatório oficial - devia ser um escândalo num País que se preza de ser um Estado de direito (que não confere apenas direitos, mas também impõe obrigações) e membro da UE (que é suposto requerer uma administração tributária capaz de assegurar um elevado nível de eficiência tributária). Esta fuga ao fisco e à legalidade tributária é tanto mais grave quanto é certo que as rendas gozam de um regime fiscal privilegiado, tendo deixado de ser englobadas no cálculo do IRS pessoal e pagando uma "taxa liberatória", que, na maior parte dos casos, vai passar para os 10%, sendo um dos mais impressionantes casos de favorecimento tributário (a meu ver inconstitucional) dos rendimentos de capital, quando comparados com os ren...

EUA e o regresso do fascismo

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  É preciso repetir, repetir, repetir…

Pedro Santana Lopes e a tempestade Kristin

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Montenegro e Marcelo com as orelhas a arderem.

Eleições presidenciais – Debate António José Seguro / André Ventura

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Eleições presidenciais – Debate António José Seguro / André Ventura Quem assistiu ao debate não precisa que lhe o expliquem, mas confesso que me cansou, e estive ansioso pelo fim. Como gosto de política, assisti a todo o debate, mas nem os jornalistas nem os temas me agradaram. Foi o debate entre uma pessoa decente e o plantador de ódios, entre quem evitou erros graves e quem se ressentiu do abandono de toda a direita democrática. Num país que tem inveja das remunerações dos políticos, quando Ventura voltou ao tema dos subsídios vitalícios, que terminaram há muito, e cuja manutenção se deve à não retroatividade da lei, ouviu do opositor que prescindiu deles e nunca os recebeu. Na fúria de destruir o Estado de direito considerou iniquidade a indicação do PGR pelo PM e a nomeação pelo PR. Inquirido pela solução que propunha, teve o seu momento deprimente. Propôs que fosse o próprio Ministério Público a escolhê-lo, uma solução corporativa e uma rematada tolice, em que obviamente n...
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         Cartune de Varella

Factos e documentos

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Não há coincidências, há reincidências. Síndrome de Estocolmo? Covardia governamental. Tempestade desta madrugada. Antes e depois. Malefícios de um casamento.  

Marcelo - Fim do mandato

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  Faltam 40 dias, 6 horas e 24 minutos.

DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

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DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO 81.º aniversário da libertação de Auschwitz: As tropas soviéticas derrotaram o nazismo. Na rede de campos de concentração do sul da Polónia, onde o Terceiro Reich fez da morte indústria, do antissemitismo religião e da crueldade o apogeu da demência, a libertação dos que sobraram, judeus, ciganos, homossexuais e deficientes, aconteceu há 81 anos em Auschwitz-Birkenau, com a chegada do exército soviético. Esquecer esse dia é ser cúmplice da mais atroz das ideologias, do mais bárbaro racismo e da maior alienação coletiva. Calar à geração atual o horror dos que aí morreram nas câmaras de gás, é colaborar na repetição a que a loucura dos homens pode conduzir. Quando a extrema direita europeia cresce e já se minimizam as atrocidades cometidas pelo nazismo, é preciso avivar a memória. Não esqueçamos. Nunca! Nunca mais!

O Chega e a mobilidade

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O Chega não é um partido político, é uma agência de transportes pro bono .  

Chega…

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Chega… Eu sabia que os militantes do Chega eram incapazes de pensar, mas não imaginei que soubessem ler, apesar da obstinação com que escrevem no meu mural do Facebook. Nunca conseguiram atingir-me com maiores danos do que os que infligem à gramática e à urbanidade, mas admiro o esforço para superar o ídolo na indelicadeza e boçalidade. Tolero-os. Sei que não distinguem a democracia da ditadura, a sanidade da demência o civismo da selvajaria. Porque nunca tiveram voz, admiram o seu Profeta, porque grita, e confundem os seus grunhidos com vozes do Além. Como democrata respeito os antidemocratas e como ateu defendo os crentes, e o Chega não é um partido, é uma seita que crê no Profeta e na virtude dos exorcismos. O líder não é um portador de ideias, é o vendedor de sonhos cuja presença é uma aparição que extasia e excita os peregrinos que o seguem. Ele próprio se considera o 4.º Pastorinho de Fátima, julgando ser a reencarnação do cónego Formigão. Sei que os devotos sonham com ...

Da série: A fé não se explica.

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Que o homem é desequilibrado, vê-se claramente, mas os crentes julgam que sabe andar de bicicleta. ~   Se lhe deixassem conduzir o país, como lhe permitiram subir para a bicicleta, ninguém ficaria com os ossos inteiros.

Eleições presidenciais 2026 – A abstenção

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Eleições presidenciais 2026 – A abstenção O maior perigo da abstenção não é para o candidato democrata, é para a democracia e o seu futuro, em Portugal. Que se sintam insatisfeitos os que preferiam outro candidato e os que viram no voto útil os votos que outros candidatos mereciam é um sentimento que se respeita ou se aplaude, mas não pode levar os democratas à abstenção, à renúncia à obrigação cívica e ao dever de defesa da democracia contra o aventureirismo de um regresso que não imaginávamos possível. Não é apenas porque, em democracia, as vitórias não estão antecipadamente garantidas, que a expressão do voto, sem votos brancos , é uma exigência ética. Quem não distingue um democrata de um antidemocrata e se abstém, por mais desculpas que procure para si próprio, é do segundo que se aproxima, e é a este que indiscutivelmente favorece. Não penso que seja a esquerda que mais ganhe com uma expressiva vitória do candidato da democracia. Pelo contrário, acredito que é a direita d...

10.º aniversário da 1.ª eleição de Marcelo Rebelo de Sousa como PR

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10.º aniversário da 1.ª eleição de Marcelo Rebelo de Sousa como PR ( (24/01/2016). Depois de 10 com Marcelo, há uma boa notícia, Marcelo, nunca mais!
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          Cartune de Varella
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          Cartune de Varella
  Sobre Eutanásia Por Onofre Varela Montaign, filósofo humanista francês do século XVI, tem uma frase lapidar sobre o abandono da vida pelo próprio no acto reconhecido como “Eutanásia”. Diz ele: “A morte mais livremente decidida é a mais bela. A vida depende da vontade de outros; a morte, da nossa”. Na Europa a Eutanásia é legal em cinco países: Bélgica e Holanda “Países Baixos” (desde 2002), Luxemburgo (2009), Alemanha e Espanha (2020). Entre nós, e legalização da eutanásia arrebata paixões no campo da ética moral de credos religiosos, mas também na vida laica entre posições político-partidárias (quiçá com ligações à Igreja). Em Portugal, a lei nº 22/2023, de 25 de Maio, regula as condições em que a morte medicamente assistida não é punível e altera o Código Penal. Por “Morte Medicamente Assistida” entende-se a morte “que ocorre por decisão da própria pessoa, em exercício do seu direito fundamental à autodeterminação e livre desenvolvimento da personalidade quando praticad...

É preciso avisar a malta!

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É preciso avisar a malta! Quando a ditadura caiu, em 25 de Abril de 1974, ainda existiam numerosos salazaristas, mas as mortes na guerra colonial, a repressão e as notícias dos países livres faziam com que escondessem a sedução pelo modelo autoritário, provinciano e policial do seu amado Salazar. O que não imaginavam os democratas, os de então, agora já poucos, e os que nasceram depois, era a amnésia coletiva e a ressurreição de sentimentos nacionalistas e da pulsão autoritária que leva tantos a ter saudades do país miserável que não conheceram. Os fascistas de hoje, como os do século passado, vivem do ressentimento, do medo, da inveja e, sobretudo, da ignorância. À força de ouvirem que tudo está pior, cada vez pior, acreditam primeiro, e excitam-se depois para interromper o progresso e fazê-lo regredir. Não se importam de ficar pior, consola-os que outros os acompanhem no desastre. Por isso é tão importante avisar a malta e mostrar que os fascistas mentem e manipulam. Os fasci...

Eleições presidenciais – 2.ª volta

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Eleições presidenciais – 2.ª volta Não se pode suspender a luta partidária, inerente e imprescindível à democracia, mas seria de grande lucidez que os partidos democráticos, de motu próprio , interrompessem voluntariamente a agressividade, entre si, até ao próximo ato eleitoral. Em Portugal, só um partido é claramente contra a democracia liberal, e apenas outro, em processo de extinção, descobriu que pode ser equidistante entre a democracia e autocracia, entre a liberdade e a opressão. No próximo dia 8 de fevereiro não está em causa uma luta entre direita e esquerda, entre socialismo, que nunca existiu em Portugal, e capitalismo, mas a defesa da democracia contra a ditadura, do Estado de Direito democrático contra a sua subversão, da liberdade de expressão contra a censura, dos direitos, liberdades e garantias contra o despotismo. No fundo, temos um histrião que anda aí em todas as redes sociais, em todos os ecrãs de televisão e em todas as emissoras de rádio, em provocações à ...

Factos e documentos

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Piada do dia

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Paulo Núncio – O cornetim dos touros de lide

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Paulo Núncio – O cornetim dos touros de lide O azougado deputado e líder parlamentar do defunto CDS, ressuscitado na alcova do PSD, é mais conhecido pelos músculos do que pelos neurónios, apesar de desfeiteado pelo bezerrinho com que mediu forças, em Vila Franca de Xira, numa bravata marialva. Talvez se deva a essa peleja, onde se lhe esvaíram os escassos neurónios que ainda o acompanhavam, transferidos para o bicho, a necessidade de exibir a testosterona como alter ego parlamentar do talentoso ministro da Defesa, Nuno Melo. Na disputa inglória com o líder do seu partido, para o campeonato da asneira, procura ser o rafeiro que morde os transeuntes para ser notícia. o Gonçalo da Câmara Pereira foi na AD o primeiro a ser despedido para evitar a chacota, e o PSD terá de prescindir agora do CDS para evitar a vergonha. Não surpreende que Paulo Núncio dispare disparates a uma cadência superior à do tiro das metralhadoras mais rápidas, o que estupefaz é que ninguém lhe diga que o bril...

Portugal e a UE – O discurso de Marcelo Rebelo de Sousa

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Portugal e a UE – O discurso de Marcelo Rebelo de Sousa Em Estrasburgo, na comemoração do 40.º aniversário da adesão de Portugal à CEE, agora UE, Marcelo Rebelo de Sousa fez um empolgante discurso, enaltecendo o melhor que nós portugueses somos, da melhor maneira, com elevada e fina sensibilidade. Só quem se esqueceu do que fomos e se recuse ver a diferença do que somos hoje pode ser ingrato para com o que devemos à UE e indiferente ao contributo que lhe levámos e de que devemos orgulhar-nos. Quem viveu num país que o ditador fascista quis «orgulhosamente só», onde a censura, o medo, o partido único e a polícia política moldavam os portugueses, onde os direitos das mulheres e liberdade de expressão inexistiam, não pode ignorar o que representou o 25 de Abril e, há 40 anos, a entrada no espaço de liberdade, progresso e paz. Marcelo, no discurso de hoje, com elevadas cultura, inteligência e sensibilidade, exaltou os valores de que nos orgulhamos, num hino à democracia, às liberda...

Chega

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  A ética de que fala a extrema-direita.

Polícia Judiciária (PJ). Parabéns!

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Efeméride – 1.º aniversário da reeleição de Trump

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Efeméride – 1.º aniversário da reeleição de Trump Sempre me surpreendeu que os eleitores dos EUA preferissem Trump a Kamala Harris, e jamais imaginei, mesmo nos meus piores pesadelos, que o crivo do eleitorado pudesse ter deixado passar, não apenas um delinquente, mas um candidato tão desequilibrado e perigoso. Pior, fê-lo com tamanho entusiasmo e zelo que diz mais dos eleitores do que do eleito. Que o ataque às democracias liberais, aquelas em que me revejo, tenha partido da Pátria do constitucionalismo, 250 anos depois, do país definidor dos princípios da liberdade, multilateralismo e direito internacional não é apenas espanto, mas fonte de frustração. E não vou flagelar-me com o silêncio e cumplicidade de países democráticos nos ataques à soberania do Iraque, Líbia, Sérvia e outros Estados, em violação grosseira dos valores de que nos reclamamos. Que tenhamos visto tão tarde de onde vinham os piores sinais contra os nossos valores é a mágoa que sinto, a frustração que me acomp...

O PSD e a decência

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  António Capucho, referência ética do PSD e da democracia.

MEDO

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Já imaginaram o medo que sentiriam os turistas que a caminho dos Jerónimos, vissem sair de Belém este casal?
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Os deuses ensandeceram e Donal Trump foi sempre assim Cristóvão Colombo, ao chegar à América, julgou ter descoberto uma nova rota para a Ásia (Índias) e, apesar de ter feito quatro viagens, morreu convencido disso, mas, em finais do século XV, o Planeta não estava ainda cartografado. Há dias, o chanceler Friedrich Metz teve uma epifania, descobriu que a Rússia ficava na Europa, e bastava-lhe ter consultado antes um atlas, ou recorrido ao Google. E chegou a chanceler para descobrir que Hitler não invadiu a Tanzânia, que a Operação Barbarossa não terminou em Dodoma e que ele próprio não está a enviar armas para o Quénia para se defender de uma agressão da Tanzânia. Consequente com a inspiração, graças ao pragmatismo alemão, disse ser essencial falar com a Rússia para negociar o fim da invasão da Ucrânia, afirmação antes execrada, que, até há pouco, tornava suspeitos de putinismo os defensores da via diplomática. Até o ex-sec.-geral da NATO, Jens Stoltenberg, pediu aos países ocide...

Eleições Presidenciais 2026 - Opinião de Vital Moreira - Um importante depoimento.

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  segunda-feira, 19 de janeiro de 2026 Eleições presidenciais 2026 (39): Sem doutrina nem visão Publicado por  Vital Moreira 1.   Dá pena constatar o  oportunismo político básico de Montenegro , ao abster-se de tomar posição na disputa presidencial entre o que designou "o candidato à esquerda do PSD" e o "candidato a sua direita", como se isso fosse indiferente para o líder de um partido fundador da nossa democracia constitucional e comprometido com a UE e os seus valores, e como se para o chefe do Governo - que o é por força das eleições parlamentares que ganhou -  fosse equivalente ter um ou outro daqueles candidatos em Belém. Ao abster-se de contestar a provocatória reivindicação de Ventura, repetida à saciedade na noite de ontem, de que é agora o "líder político da direita" (incluindo nela o PSD) e ao pôr no mesmo pé os candidatos que vão à 2ª volta, como se fosse uma tradicional disputa entre esquerda e direita - que são os termos em que, não por acas...

Eleições presidenciais 2026 (1.ª volta)

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Eleições presidenciais Chegados aqui podemos dizer que aconteceu o menos mau que podia acontecer. Sendo o voto útil uma evidência, há um vencedor indiscutível, António José Seguro. O PS que, a partir de certa altura, apoiou inteiramente o candidato a que se rendeu, é também um vencedor porque a máquina de Pedro Nuno dos Santos não lhe regateou o apoio. A ida de Ventura à segunda volta e o aumento da sua capacidade de chantagem sobre a democracia é o verso de uma noite em que a democracia correu o sério risco de estar perante a disputa entre a direita mais descabeladamente neoliberal e a extrema-direita. Por enquanto, sem regozijo dos democratas, podemos dizer que a direita democrática não foi derrotada. Ela anda aí à espera de nova liderança do PSD ou a dispersar votos por quem esconde com pele de cordeiro a violência das suas pulsões iliberais. O que não pode ser esquecida é a derrota humilhante de Montenegro e do seu governo, de Marcelo, Cavaco, Moedas e Rui Moreira, do extin...
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  E STOU A REFLECTIR Por Onofre Varela Escrevo este texto no Sábado, dia 17 de Janeiro. A campanha eleitoral encerrou à meia noite de ontem, e a votação acontecerá amanhã, Domingo. O dia de hoje tem uma coisa boa… no rádio e na televisão acabaram-se os gritos dos candidatos e as suas cenas tristes, mais as preocupações intelectuais dos comentadores de gabarito que debitam os seus pareceres sobre os concorrentes ao cargo de Presidente da República, e acerca do que o vencedor fará perante o dono do mundo que manda nos seteites e no resto, e que também quer dominar a Europa começando pela Gronelândia gelada mas com muito petróleo debaixo do gelo na vez de lençol freático. Neste abençoado e desejado dia, também não ouvimos aquelas palavras doutas dos fazedores de sondagens, explicando quem vai em primeiro, no meio e em último, quem ultrapassou quem e porquê, mais as variações conjugadas de candidatos para uma segunda volta, atribuindo a vitória a este se for concorrer com aquel...