O nosso quotidiano e a violência policial
O nosso quotidiano e a violência policial
Perante horrores
no Planeta e o frenesim da campanha eleitoral em curso, com os vários candidatos
a apelar ao voto dos eleitores e Marques Mendes ao atestado de competência autenticado
por Montenegro e Cavaco, está a ser desvalorizada a gravidade da violência em
esquadras policiais.
É evidente
que qualquer generalização é uma infâmia, e que a generalidade dos polícias não
a merece, mas ignorar a reincidência de tão graves ocorrências é o suicídio
moral de um povo e um crime, por negligência, contra a democracia. E a
violência policial não nasceu agora!
Perante
apelos populistas à ordem e vozes de estímulo à violência policial vindas de
quem encontra na promoção do ódio e da vingança a fonte do seu êxito, o mínimo
que se exige aos democratas é exigir ao Governo explicações e medidas para pôr
cobro aos desmandos policiais.
Se não
houver indignação genuína e generalizada é porque desistimos da decência e da exigência
cívica de que se tecem as sociedades civilizadas.
A violência policial gratuita, no interior das esquadras, perante vítimas indefesas, é uma vergonha que pesa sobre cada um de nós no silêncio e covardia com que a aceitamos.

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