Eleições presidenciais – Marques Mendes
Eleições presidenciais – Marques Mendes
Marques
Mendes nunca exerceu funções técnicas no seu percurso político. Durante longos anos
em funções governativas não sobraçou uma pasta técnica. Foi a habilidade
política que o guindou ao primeiro plano no consulado cavaquista. Este é o seu
mérito.
Na vida
profissional ignora-se o ramo do Direito a que se dedica, Constitucional,
Civil, Administrativo, Penal ou Comercial. É omissa uma só causa que vencesse ou
qualquer processo em que participasse, apesar das pingues remunerações
recebidas.
Não são
insinuações nem indiciam crimes. É o tráfico de influências de quem conhece a
máquina do Estado e tem relações certas. Fê-lo Durão Barroso, ao sair da
Comissão Europeia, com a sua agenda de relações no Banco Goldman Sachs de que,
ainda hoje, é Presidente dos Conselheiros Internacionais.
O problema
não é do foro criminal, é um juízo ético que, no caso de Barroso, o deixou
moralmente ferido na própria Comissão Europeia, coisa pouca para quem troca a
honra por interesses. Marques Mendes fez igual, usou a influência política nos seus
negócios, através da rede de contactos e do conhecimento dos meandros do poder.
O
eleitorado não é propenso a castigar desvios éticos, como se viu no caso
Spinumviva, mas Marques Mendes não pode vitimizar-se para fugir ao escrutínio,
sobretudo ele, um justiceiro que refere autarcas que afastou quando presidiu ao
PSD, no caso de Valentim Loureiro, após muitos anos de conivência com quem o Exército
demitiu por roubo, pela falsificação do preço na aquisição das batatas e
apropriação de vultuosos fundos.
Marques
Mendes que, a cada momento, refere Sócrates, Armando Vara e Vítor Escária, colocou
na primeira fila de apoiantes, no anúncio da sua candidatura, Álvaro Amaro condenado
a três anos e meio de prisão, pena suspensa, e não dispensou na Madeira ter Miguel
Albuquerque como promotor da sua candidatura!
Os
portugueses sabem que Montenegro precisa de Marques Mendes para o seu projeto. Há
interesses poderosos, e a contrarrevolução, em curso, não o dispensa. A máquina
está oleada, sobretudo na SIC-N, nas redes sociais, no Governo e nas autarquias
do PSD.
Marques
Mendes é o produto da manipulação genética de Montenegro para Belém. E já há
quase tudo, com o país abúlico, sem notar que do aeroporto aos hospitais tudo
piora. Mas a perceção é boa. Nem se nota a ausência da MAI, que desapareceu nos
fogos e se manteve ausente quando uma rede criminosa, de militares da GNR e um
agente da PSP, explorou imigrantes clandestinos e, agora, com o caos no
aeroporto. Ninguém a vê!
Com este
governo, o desprezo pelo país é total, nada se sabe da rede terrorista que um
chefe da PSP organizava a partir da Polícia Municipal de Lisboa. Onde para a
MAI?
A subversão do Estado Social, com amputação de direitos laborais, privatização do SNS e alterações na Segurança Social, exige concentração de poderes no PM e um PR dócil. Tudo será feito para não falhar o plano gizado por Luís Montenegro e os seus sequazes.

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