Divagando ao sabor das teclas.
Divagando ao sabor das teclas.
Procurando
não ser excessivamente frívolo nem demasiado sério, numa época em que já não sabemos
quem levar a sério, nem tudo é motivo de tristeza e perplexidade.
Há, aliás,
em Portugal, motivos de satisfação.
Marcelo
deixou de aparecer em todos os canais televisivos, a todas as horas, e a França,
para fingir que Macron está vivo, anunciou a abertura de um consulado na
Gronelândia.
Donald Trump
mostra que é o rei e que a razão da força é a única razão de que precisa.
Paulo Rangel
chamou o embaixador do Irão a pedir explicações pelo assassínio, nas ruas, dos manifestantes
contra ditadura teocrática dos Aiatolas. Se tivesse feito o mesmo com o
embaixador de Israel perante o genocídio em Gaza e o embaixador dos EUA pela invasão
da Venezuela, com sequestro e rapto de Maduro, deixaria um lugar na História.
Trump
insiste que a Gronelândia será dele, está por esclarecer se a título pessoal,
como o ex-Congo Belga era do rei Leopoldo II, ou se dos EUA. Em Portugal
teme-se que o desmiolado ministro Nuno Melo venha a ter conhecimento do Tratado
se Tordesilhas e, na sua imprudência, recame a Gronelândia e possamos ver os
Aliados a morrer de riso.
E para
falar de coisas sérias, Portugal vai aceder a um empréstimo de 5,8 mil milhões
de euros sob os auspícios do Mecanismo de Assistência à Segurança para a Europa
(SAFE) sem que ninguém se preocupe com o pagamento do capital e dos juros.
Foi
denunciado um caso de assédio por Cotrim de Figueiredo. É tão grave não aceitar
a presunção de inocência do acusado como desvalorizar a queixa da vítima num
país onde a mulher surge sempre como culpada. Mas há uma nota de humor do mandatário
em sua defesa: «Um tipo inteligente e sofisticado tentava seduzir uma senhora a
dizer aquelas coisas horrorosas?».
Foi aqui que percebi a diferença entre o Chega e a IL. A IL é o Chega da classe alta e o Chega o sonho dos pobres e ressentidos. Obrigado José Miguel Júdice.

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