Eleições presidenciais – Debate António José Seguro / André Ventura
Eleições presidenciais – Debate António José Seguro / André Ventura
Quem
assistiu ao debate não precisa que lhe o expliquem, mas confesso que me cansou,
e estive ansioso pelo fim.
Como gosto
de política, assisti a todo o debate, mas nem os jornalistas nem os temas me agradaram.
Foi o debate entre uma pessoa decente e o plantador de ódios, entre quem evitou
erros graves e quem se ressentiu do abandono de toda a direita democrática.
Num país
que tem inveja das remunerações dos políticos, quando Ventura voltou ao tema
dos subsídios vitalícios, que terminaram há muito, e cuja manutenção se deve à
não retroatividade da lei, ouviu do opositor que prescindiu deles e nunca os
recebeu.
Na fúria
de destruir o Estado de direito considerou iniquidade a indicação do PGR pelo PM
e a nomeação pelo PR. Inquirido pela solução que propunha, teve o seu momento deprimente.
Propôs que fosse o próprio Ministério Público a escolhê-lo, uma solução corporativa
e uma rematada tolice, em que obviamente não tinha pensado antes.
É natural
que o eleitorado do Chega se mantenha fiel e que outro se lhe junte, mas ficou
provado que Ventura, ressentido pelo abandono de toda a direita democrática,
mesmo a mais à direita, só pensa no dia em que pode ser PM.
É por isso que cada voto em Seguro, além de ser uma exigência ética, é um voto para evitar a destruição do PSD e reduzir a chantagem que o Chega se prepara para fazer sobre Montenegro. É, no fundo, uma forma de votar na estabilidade política.

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