EUA – O Imperador Donald Trump

EUA – O Imperador Donald Trump

Estamos a viver num mundo ficcional. Ou de doidos.

Na sequência da invasão furtiva à Venezuela, o sequestro, captura e rapto do presidente da República passou a ser referido nos média como extração. Foi uma bela síntese dos vários e gravíssimos atentados ao direito internacional.

Quando se adivinhava uma desculpa, que os vassalos do costume repetiriam à exaustão, a instauração da democracia era a mais óbvia e habitual, veio de forma límpida e lapidar o verdadeiro motivo, verbalizado pelo imperador Trump, quero o petróleo.

Depois do abandono da guerra da Ucrânia, o imperador condescendeu em vender armas para a prolongar e, antes, ainda impôs aos compradores tarifas às transações comerciais, depois de decidir a percentagem do PIB exigida aos vassalos para as despesas militares.

Os vassalos a tudo se sujeitam para acalmar o ogre. Fingem ignorar o plano estratégico dos EUA, refletido na recente Estratégia de Segurança Nacional do governo Trump (2025). A UE entrou em fase de negação e recusa ler o que está lá, a UE é sua inimiga.

Os países da Europa, o continente de geografia variável, perante a ameaça de invasão da Gronelândia, reúnem-se para garantir o envio de tropas para a Ucrânia, depois do cessar fogo. E, quanto à Gronelândia, entraram de prevenção…, com um comunicado.

Entretanto, nos EUA, Nicolás Maduro está a ser acusado, entre outros crimes, da posse de armas. De facto, não se percebe que um chefe das Forças Armadas não tenha licença de uso e porte de arma. É um caso grave de incúria.

É desolador, 250 anos depois da declaração da independência dos EUA, comemorados no próximo 4 de julho, justamente associados ao nascimento do constitucionalismo e do património democrático de que nos orgulhamos, assistir ao desmoronamento do direito internacional por que foi o seu garante.  

Entretanto, as vozes críticas da política da UE, são ostracizadas numa perigosa tentativa de impor o pensamento único. E a extrema-direita regressa à Europa, 80 anos depois de ter sido derrotada, no rescaldo de uma tragédia universal.

Comentários

JA disse…
Por estas e por outras é que, hoje, considero a UE um logro e a maior traição aos povos europeus.
Não é a minha posição. A UE, se possível de manter, é a única forma de defender os países das lutas internas e de ter uma voz a nível internacional. Sou um adepto incondicional da UE e um crítico da atual liderança.

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