Ironizando ou talvez não
Ironizando ou talvez não
A
atribuição do Prémio Nobel da Paz a uma personalidade que pediu a invasão do País
para destituir o PR, ainda que fosse, como muitos outros no mundo, um reles
ditador, é a degradação do referido Prémio, «da Paz». E não faltavam figuras de
primeiro plano a merecê-lo, personalidades que sacrificam a vida em defesa da
Paz! Ou instituições.
Que o
Comité Nobel tenha cometido a bizarria de uma decisão indefensável e ridícula é
uma leviandade bem mais grave do que a decisão de Marcelo de condecorar Cavaco
Silva com o Grande Colar da Ordem da Liberdade, porque a primeira é uma
vergonha mundial e a segunda uma infâmia local. A semelhança está nisto, Korina
Machado está para a Paz como Cavaco para a Liberdade e o ato de que nasceu a
venera, o 25 de Abril. A decisão do Comité Nobel é uma ofensa a quem defende a
Paz e se sacrifica por ela e a de Marcelo uma injúria aos que foram vítimas ou
arriscaram a vida para derrubar a mais longa ditadura europeia, para conquistar
a Liberdade.
Para
juntar à iniquidade o ridículo, a galardoada foi à Sala Oval, pela porta de
serviço, oferecer a medalha atribuída em agradecimento pela invasão do seu
País, com sequestro e rapto do PR, ignorando mesmo o desprezo a que o destinatário
a vota.
Já lá vai
o tempo em que o ridículo matava, hoje está normalizado e, se alguém pensava
que o ridículo teria limite, deixou de poder imaginar o limite da fasquia:
Trump aceitou a medalha e declarou-se merecedor!!! Foi um gesto maravilhoso! –
rosnou.
Não surpreende
agora, com a tradição de subserviência lusitana que comece o cortejo de
oferendas dos vassalos autóctones. Durão Barroso, o mais americano dos
europeus, há de oferecer-lhe a presidência das reuniões do Clube Bilderberg;
Marcelo, a 42 dias de sair de Belém, dar-lhe-á as chaves do Palácio; até
Montenegro lhe oferecerá o lugar de CEO honorário da Spinumviva e o bispo de
Lisboa o título de Patriarca.
Qualquer
dia os amigos começam a oferecer aos que mais estimam os seus títulos
académicos, castrenses, eclesiásticos e, como se vê, as veneras, mas o ato não
faz do destinatário catedrático, general ou cardeal. Faz dele apenas um idiota planetário.
A imagem que percorre o mundo não é uma cena ridícula do anedotário americano, é a mais absurda e estúpida demonstração de insanidade pessoal a nível global.

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