Emergência climática - Trouxe do Facebook, do jornalista Paulo Querido.

 Paulo Querido

14 h 
"Ser de Esquerda ou ser de Direita não é a mesma coisa. E a diferença não é só entre fumar charros de Marrocos ou chupar falos do Vaticano."
Já me ri alarvemente e com gosto. Mas o assunto é sério e depois de te rires comigo, lê.
UMA VERDADE INCONVENIENTE
Lembram-se? Já passaram 20 anos. Já na altura era tarde.
Al Gore tentava sensibilizar o planeta, os seres humanos, sobretudo os políticos, para esta verdade inconveniente: era preciso mudar de fontes de energia, de alterar o sistema de recursos, de cambiar a alimentação, de melhorar a vida dos animais.
De uma forma geral, a Esquerda e os governantes de Esquerda procuraram alimentar esta ideia de fazer a transição - ou, pelo menos, ensinar que era fundamental fazer a transição antes que fosse demasiado tarde.
E o que fizeram, de forma geral, a Direita e os governantes de Direita? Desvalorizaram, ridicularizaram, disseram que essa coisa do aquecimento global era mais uma "mania de Esquerda".
Ainda hoje, em 2026, vemos Trump e outros como Trump a dizer que não há qualquer relação entre a catadupa de atentados naturais com o aquecimento global porque "as chuvas não são quentes".
Ser de Esquerda ou ser de Direita não é a mesma coisa. E a diferença não é só entre fumar charros de Marrocos ou chupar falos do Vaticano.
A Esquerda, com os seus defeitos, tenta ser melhor, tenta dar amor, tenta olhar primeiro para as pessoas; a Direita acha que um ser humano que nasce rico não tem dever nenhum para com um ser humano que nasce pobre e os dois têm de lutar da mesma forma por chegar ao topo sem que o contexto seja alguma vez contemplado.
O planeta está furioso e a gritar para todos ouvirem. Aqueles que antes gozavam com quem queria seguir as palavras de Al Gore hoje se calhar já têm uma casa destruída, um familiar morto, e já perceberam que uma tempestade fulminante não é normal porque "sempre houve tempestades". Mesmo o mais bronco dos broncos, quando vê André Ventura a fingir um ar de sofrimento enquanto leva umas garrafas de água a aproveitar a desgraça alheia, se calhar já começa a perceber o filho da puta que ali está.
E, quando todos estiverem - como nós estamos aqui nesta região - sem telhados nas casas, sem água, sem luz, sem internet, sem recursos, sem notícias, sem uma ajuda, sem uma palavra de quem nos desgoverna, podem tentar alimentar os vossos filhos com mercados financeiros, liberalismo económico, especulação, investimento imobiliário, bolsas, ratings e comprimidos de CMVM que eles vão continuar com frio, fome, cegos, feridos e mortos pelas vossas miseráveis escolhas.
Porque cada tragédia prova que Deus nunca existiu e que o mais trágico disto tudo é saber que os bons pagam sempre pela estupidez patológica dos estúpidos.

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