O 3.º MAI do XXV Governo Constitucional

O 3.º MAI do XXV Governo Constitucional

Do governo de Montenegro ninguém sai por incompetência, o PM não a nota, é preciso que alguém o abandone para escolher novo governante.

Foi o que sucedeu com Maria Lúcia Amaral, um caso de absoluta inadequação ao cargo, apesar do currículo académico e na Procuradoria de Justiça, depois de uma magistrada do Supremo Tribunal, absolutamente incapaz de formular uma ideia ou de transmitir um módico de tranquilidade ao País enquanto sobraçou a pasta do MAI.

Depois dos clamorosos erros de casting no MAI e receoso de mexer nas pastas da Saúde Presidência ou Defesa, apesar do rotundo fracasso e do perigo deste último, a escolha de Luís Neves, até há pouco Diretor Nacional da PJ, parece uma escolha feliz.

O novo titular do MAI tem longa carreira de servidor público com grande qualidade o que, no mínimo, merece respeito. Ao contrário das suas antecessoras é empático e bom comunicador; e tem um perfil democrático, o que equilibra um governo próximo da extrema-direita. Revelou, no passado, sensatez, coragem e eficácia. Espera-se que essas qualidades o acompanhem como governante.

Pode ser surpresa e não ser habitual a passagem do diretor de uma polícia, sob a tutela do ministério da Justiça, para membro do Governo que tutela as outras polícias e a Proteção Civil, mas não lhe falta currículo. Não merece, pelo seu passado, ser colocado sob suspeita quanto à competência e probidade para o novo cargo.

Quem está e vai continuar sob suspeita é o próprio PM, e isso é uma nódoa que continua com a falta de explicações em relação à sua casa de Espinho e à empresa Spinumviva, suspeita que se adensou com declarações contraditórias e aos solavancos. Mas para essa nódoa já não há benzina que a remova.

Resta, pois, esperar de Luís Neves o desempenho que suas qualidades e o seu passado auguram.


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