Os EUA, a Base das Lajes e o silêncio do Governo e dos partidos
Os EUA, a Base das Lajes e o silêncio do Governo e dos partidos
Perante a
iminência de uma invasão do Irão, dependente dos humores e da chantagem de
Trump, surgem notícias da desusada movimentação de aeronaves militares na Base
militar portuguesa das Lajes.
Há, de
facto, um acordo que permite o uso da referida base pelos EUA, num contexto de
operações da Nato. Não sendo o caso, certamente só poderá ser usada com
autorização das autoridades portuguesas ou pela força.
Não parece
que Nuno Melo, ministro da Defesa que Montenegro tem de suportar, tenha
ambições para ir além de inoportunas declarações sobre Olivença, nem que o ainda
PR declare guerra ao Irão, mas nas Lajes adivinha-se a irascibilidade do PR dos
EUA.
Há aeronaves
militares dos EUA, caças que levantam e voltam a aterrar, num prenúncio de guerra.
A presença de 11 reabastecedores KC-46 Pegasus, 12 caças F-16 Viper e um
cargueiro militar C-17 Globemaster III, não é coisa pouca.
O Governo pode
contrair um empréstimo de 5,6 mil milhões de euros para a compra de fragatas,
sem ouvir os portugueses e sem que estes pareçam preocupar-se ou ponderem a
herança que deixam aos filhos, mas é perturbador que não dê explicações sobre a
dança macabra de aviões de combate dos EUA nos céus da ilha Terceira.
Pior
ainda, não há um só partido, dos que nos representam no Parlamento, a pedir que
o PM, ou o ministro Paulo Rangel, já não falo nessa irrelevância do ministro da
Defesa, deem explicações.
É provável que seja tudo normal, mas desconfio que era obrigação do Governo explicar aos portugueses o que se passa, ainda que o país ande entretido com a sordidez do caso Epstein e dos vícios dos seus mediáticos e promíscuos amigos que enxovalham famílias reais e ameaçam dissolver governos na Europa.

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