Universidade de Coimbra – Missa de aniversário
Universidade de Coimbra – Missa de aniversário
A
Universidade de Coimbra celebra amanhã, no primeiro dia de março do Ano da Graça
de 2026, o 736.º aniversário. Amílcar Falcão é o Magnífico Reitor a quem a
Constituição da República impõe o respeito pela laicidade, a si próprio e à sua
instituição.
Não
querendo o Bem-Aventurado Reitor renunciar ao proselitismo que a fé católica
lhe impõe, celebra a efeméride de 1 a 15 com a XXVIII Semana Cultural da
“Universidade de Coimbra, à frente do seu tempo”, sem arriscar a salvação da
alma, cumprindo, para isso, a obrigação canónica de dar público testemunho da
fé.
Assim, a semana cultural começa com uma
caminhada e corrida para, logo a seguir, vir a Missa Solene a antecipar a
“Cerimónia de Comemoração do Dia da Universidade”, onde chegará bem confessado,
comungado, rezado e com cheirinho a incenso.
O
Bem-Aventurado Reitor pode sofrer a raiva dos jacobinos, a troça dos defensores
da laicidade e a censura dos guardiões da Constituição, mas um verdadeiro
crente é o que dá testemunho público da fé e sofre vitupérios na defesa do seu
Deus.
O
Magnífico Reitor é um homem da Ciência, mas sabe bem, desde a catequese, depois
de muitas missas, jejuns e retiros espirituais, que a ciência nada vale quando
se duvida do martírio do seu Deus.
Falcão
Ramos empenha-se todos os anos, com o capelão, a convidar professores, alunos e
funcionários para a missa de homenagem à padroeira da Universidade – a
Imaculada Conceição –, comemorada nos dias 8 de dezembro de cada ano e só não
celebra a missa por falta de alvará, deixando ao capelão a presidência da
cerimónia do santo sacrifício.
Com outra
missa no aniversário da Universidade “cada vez mais à frente do seu tempo”, se
o devoto Reitor se mantiver, tempos virão em que não faltam ave-marias no
início de cada aula e uma procissão de Ação de Graças a encerrar cada ano
letivo. Um crente vive bem sem a ciência, mas sabe que a alma periga sem a
liturgia. Bem-Aventurado Reitor!
A liturgia
é para mostrar aos incréus que “bem-aventurados [são] os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus”.
E o Magnífico Reitor não prescinde das Bem-Aventuranças que lhe garantem uma assoalhada no condomínio do Paraíso.

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