Eleições em Itália - vitória da esquerda
A mórbida preocupação com as exéquias papais fazem esquecer que há mais mundo para lá de um enterro. Em Itália houve eleições regionais, provinciais e municipais que se realizaram domingo e segunda-feira últimos.
Aconteceu um terramoto político que a piedosa e sofrida morte do papa não conseguiu iludir. A direita perdeu todo o Sul e recuou no Norte de Itália. Sílvio Berlusconi saiu arrasado e amedrontado pela vitória esmagadora do centro-esquerda liderado por Romano Prodi. A esquerda conquistou 11 das 13 regiões em disputa. A coligação de direita ficou-se pelos 45,1% dos votos, a oposição saiu reforçada e unida com 52,9% e o partido de Berlusconi «Força Itália» reduziu-se a uns anémicos e humilhantes 18,4%.
A derrota do primeiro-ministro consumou-se a nível regional, provincial e municipal. É um excelente ponto de partida para as eleições de 2006. A Europa vira à esquerda num clima económico de algum pessimismo mas com profunda decepção face aos partidos de direita que a têm governado. País a país.
Como nota curiosa, assinale-se que na Apúlia (Bari) o candidato da direita, considerado forte, foi batido por Nichi Vendola, um intelectual comunista, homossexual e católico. Não basta ter dinheiro e dominar os meios de comunicação. A estrela de Berlusconi empalidece e no firmamento da política italiana brilha já Romano Prodi cuja luz será suficiente para encontrar o caminho da vitória nas eleições gerais de 2006.
Aconteceu um terramoto político que a piedosa e sofrida morte do papa não conseguiu iludir. A direita perdeu todo o Sul e recuou no Norte de Itália. Sílvio Berlusconi saiu arrasado e amedrontado pela vitória esmagadora do centro-esquerda liderado por Romano Prodi. A esquerda conquistou 11 das 13 regiões em disputa. A coligação de direita ficou-se pelos 45,1% dos votos, a oposição saiu reforçada e unida com 52,9% e o partido de Berlusconi «Força Itália» reduziu-se a uns anémicos e humilhantes 18,4%.
A derrota do primeiro-ministro consumou-se a nível regional, provincial e municipal. É um excelente ponto de partida para as eleições de 2006. A Europa vira à esquerda num clima económico de algum pessimismo mas com profunda decepção face aos partidos de direita que a têm governado. País a país.
Como nota curiosa, assinale-se que na Apúlia (Bari) o candidato da direita, considerado forte, foi batido por Nichi Vendola, um intelectual comunista, homossexual e católico. Não basta ter dinheiro e dominar os meios de comunicação. A estrela de Berlusconi empalidece e no firmamento da política italiana brilha já Romano Prodi cuja luz será suficiente para encontrar o caminho da vitória nas eleições gerais de 2006.
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