Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
(aliás, pensei que já tinha abalado...)
Nem Sócrates abriu o bico...
(A decisão é do Conselho Superior de Defesa Nacional e tem "barbas"...)
E a Companhia de soldados portugueses continua no Afeganistão...(até Agosto?)
Bom sinal, era antecipar a vinda!
«a Companhia de soldados portugueses continua no Afeganistão)»
Com menos um desde esta semana.
Esta manhã, depois de folhear o DN e o Público no clube de oficiais do comando da FA em Monsanto, decidi que era dia para comprar o Público.
Com uma página inteira sobre um dos nossos rapazes no Afeganistão. O soldado falecido sexta passada.
Na tabacaria do bairro, de um antigo pára-quedista, resolvi comprar o CD do Público (Adriano Correia de Oliveira). Lá estava a mesma canção dos anos 60 "menina dos olhos tristes".
Embora hoje como voluntários, exactamente o mesmo drama de sempre para a família do militar acabado de regressar...
Para um funeral hoje em Gaia, de um jovem de 22 anos.
Ao serviço dos pavões de sempre.
Portugal, antes de de ser solidário militarmente, tem de resolver internamente, os problemas dos ex-combatentes da guerra d'África.
Há muitos ex-militares portugueses que sofreram e contínuam a sofrer, enquanto este governo assobia para o lado.
Há uma grande diferença entre os militares de antes do 25 de Abril e os d'agora, os primeiros eram obrigados a ir para a guerra, os d'hoje, vão por causa da aventura e do dinheiro...