Mais - NÃO!. Tirem-me deste filme…


Os garranos do neoliberalismo andam tresmalhados e à solta.

Sexta-feira, dia 7, Passos Coelho anunciou um pacote de austeridade (a acrescer aos 'outros' já aplicados ao longo do seu primeiro ano de governação) cheio de mistificações. Disse:
Que queria combater o desemprego com a redução da contribuição para Segurança Social das empresas;
Que o acrescido esforço dos trabalhadores para a TSU era a alternativa (única, supõe-se) para ladear o acórdão do Tribunal Constitucional.
À noite, sentou-se na secretária, lançou-se no facebook e derramou copiosas 'lágrimas de crocodilo'.

As reacções políticas e sindicais só agora – passados 3 dias - começam a organizar-se e a aparecer à luz do dia pelo simples facto de que as ‘soluções’ anunciadas por Passos Coelho, feitas as contas, vão intensificar a espiral recessiva que já nos atinge, empurrando o País para o desastre.
Para já, com a serôdia comunicação (terá sido dirigida à Troika?) hipotecou um dos vectores da tão anunciada e louvada ‘credibilidade’ no exterior. Daqui para a frente – segundo parece evidente – vai tentar seguir o caminho com a ‘sua’ maioria, fracturando todo e qualquer resquício de coesão política – a coesão económica desbaratou-a há muito tempo - em torno do programa de resgate a que a crise da dívida soberana nos obrigou.

Não contente com os estragos, e a dar credibilidade ao site digital ‘Económicolink, o seráfico Ministro das Finanças prepara-se para amanhã (3º. Feira) anunciar mais medidas de austeridade. Muitos portugueses deverão julgar que estão a assistir a um filme de vampiros ou, em alternativa, a um ‘set’ de terror.

Os problemas chegarão quando começarmos a despertar (sair) deste pesadelo. Porque não vale a pena alimentar dúvidas. Como dizia Martin Luther King: "O tumulto é a linguagem daqueles que ninguém entende".
E este festim neoliberal que demonstrou não ter (boas) soluções fechou os olhos e os ouvidos ao descontentamento larvar que grassa.
Como todos os festins acabará com a orquestra a tocar para uma sala vazia e ensombrada por despojos.

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