T.S.U. - UM EMBUSTE DA DIREITA ? (II)

No dia 16 deste mês publiquei neste blogue um artigo, com o título deste, em que me interrogava se as aberrantes alterações à T.S.U. então propostas pelo governo juntamente com uma panóplia de outras medidas de austeridade altamente gravosas não seriam uma manobra de diversão para desviar as atenções dessas outras medidas. Registei que toda a gente se concentrou nessas alterações e as condenou, e vaticinei que, perante o clamor geral e a intervenção do Presidente da República, o governo acabaria por recuar nas alterações em causa, mas depois de ter conseguido com isso fazer esquecer as outras medidas. Terminava assim:

"Toda essa “boa gente” vai ficar bem na fotografia.
Os capitalistas porque pareceram amigos dos seus “colaboradores”.
Cavaco porque apareceu como “salvador do povo”.
E o governo porque pareceu “ouvir a voz da razão” e emendar o seu erro.
Passos poderia até aproveitar para fazer uma remodelação ministerial.
Entretanto, quase toda a gente se esqueceu das outras intoleráveis medidas, que era o que desde o início se pretendia."

Pelos vistos não me enganei nas previsões.
 Confesso que na altura receei estar a pecar por excesso. Mas vejo agora que afinal pequei por defeito. A coisa revelou-se muito pior do que eu pensava. Com efeito, o governo não só se serviu da rábula da T.S.U. para fazer passar as outras medidas que na altura anunciou, como agora, com o pretexto de ter desistido de alterar a T.S.U., se prepara para adotar outras medidas porventura ainda mais gravosas!

Afinal não fui malévolo; fui ingénuo! A imaginação criadora - ou melhor, destruidora - do governo ultrapassa tudo o que possa congeminar-se!

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