Putinização autárquica
Vladimir Putin, presidente musculado da democracia russa, é o paradigma dos autarcas portugueses. V. Putin, no respeito pela lei, intercalou as funções presidenciais com as de primeiro-ministro, para regressar ao lugar de cujo poder nunca abdicou.
Em Portugal, há vários presidentes de Câmara, a começar pelo presidente da Associação Nacional de Municípios (ANM) ,que vão fazer retiros espirituais como presidentes das Assembleias Municipais, para regressarem à presidência das Câmaras.
Mas, enquanto Putin, não passou pela humilhação de ser ministro de um Governo que não fosse presidido por ele, os edis autóctones aceitam ser vereadores para garantirem o emprego e prepararem o regresso.
Há na miséria moral que assola o país um estranho mimetismo com os governantes que rastejam perante a troika ou se põem de joelhos para manterem um prato na manjedoura do orçamento.
Longe vão os tempos em que a coluna era vertebral e o osso a matéria de que era feita.
Em Portugal, há vários presidentes de Câmara, a começar pelo presidente da Associação Nacional de Municípios (ANM) ,que vão fazer retiros espirituais como presidentes das Assembleias Municipais, para regressarem à presidência das Câmaras.
Mas, enquanto Putin, não passou pela humilhação de ser ministro de um Governo que não fosse presidido por ele, os edis autóctones aceitam ser vereadores para garantirem o emprego e prepararem o regresso.
Há na miséria moral que assola o país um estranho mimetismo com os governantes que rastejam perante a troika ou se põem de joelhos para manterem um prato na manjedoura do orçamento.
Longe vão os tempos em que a coluna era vertebral e o osso a matéria de que era feita.
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