Notícias do dia

1 – O voo da tartaruga

No tempo de Salazar a professora pedia a um aluno exemplos de animais que voassem, tendo ele referido a tartaruga.

Riu-se a turma, riu-se a professora, com o sentido pedagógico da tartaruga, e insistiu:
- Então, a tartaruga voa?
- Voa, sim, senhora professora.
- E quem disse ao menino que a tartaruga voava?
- … o meu pai.
- Ahahah!!! O que faz o pai do menino?
- É da pide.
- … Bem, menino, a tartaruga… voar, voa… mas voa muito baixinho.

2 – A Mensagem

Hoje, segundo dizem com insistência os jornais e emissoras de rádio e televisão, o PR, presidente de cada vez menos portugueses, debitou sozinho a mensagem de Ano Novo. Os exegetas de turno foram chamados a explicar o que disse.

Lendo o texto, percebe-se que repetiu o pensamento do vogal de uma comissão política de freguesia do PSD. Entrou na campanha política para as legislativas e abriu a caça ao PS. Cavaco não está a falar para a História. Faz o papel que o PSD lhe reservou.

Um membro da comissão fabriqueira de uma paróquia rural jamais pensa ser presidente da Conferência Episcopal mas surpreende que um cardeal se candidate a sacristão.

Nem uma palavra sobre roubos dos banqueiros ao País, nem uma crítica às tropelias do seu Governo contra a CRP e os portugueses, nem uma reflexão sobre o beco para que dirige o País na obstinação de não antecipar as eleições, como se ignorasse o período em que a AR não pode ser dissolvida e o período em que ele a não pode dissolver.

Em vez de ter regressado, no fim do primeiro mandato, à Travessa do Possolo, avançou para o segundo, em que já garantiu não desistir do beco que nos reserva. Quando urgia percorrer o Rossio, limita-se a andar na Rua da Betesga. No canto do cisne, mostra que ainda voa. Baixinho.

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