A central tóxica e os idiotas úteis – Aviso à navegação

Há à esquerda quem pulverize as intenções de voto com grave prejuízo para a remoção deste Governo, desta maioria e deste PR cuja troca, mesmo dentro dos atuais partidos, nunca poderia ser para pior, mas não seria saudável a impunidade nem higiénica a sua perpetuação.

Ninguém, com formação democrática, contestará a legitimidade de criar novos partidos como legítimo exercício da cidadania. Esta direita, que nos deu a pior maioria, o pior PR e o pior Governo da democracia, unida nos interesses, ameaça perpetuar a calúnia, a intriga e a cizânia.

Lastimável é encontrar à esquerda desempregados políticos, oportunistas e trânsfugas, à espera de exposição mediática ou consideração pública, capazes de se juntarem ao coro afinado do bando ultraliberal que, em quatro anos, subverteu o regime e a Constituição, para denegrir qualquer nome que apareça com hipóteses de ser PM ou PR, se não for o que congeminaram. A esquerda não pode fazer coro com os seus algozes.

Carvalho da Silva, um cidadão com um percurso cívico, académico e sindical que deixa a perder de vista quer a criatura que o bando capitaneado por Relvas e Marco António elevou a PM, quer o PR que o casal Ricardo Salgado ungiu para a primeira legislatura, acolitado pelos de Marcelo e Durão Barroso, disponibilizou-se para ser candidato a PR. Que a direita trauliteira o combata, está no seu legítimo direito, mas incomoda que à esquerda já se denigra.

A recusa do PEC IV levou ao poder quem ansiava, na ausência de capacidade própria, governar com a troika. Portugal amarga a experiência de que, ao contrário de Espanha, foi laboratório. A subida dos juros tornou insustentável a dívida e não se sabe como se resolverá e com que custos.

Quando está em causa a desinfeção do aparelho de Estado, é lamentável que os nomes de esquerda sejam sucessivamente denegridos por quem não se importa de contribuir para a perpetuação da direita a troco de cinco minutos de glória ou da vaidade de quem prefere a direita a uma esquerda que não seja a que sonhou.

O combate a personalidades de esquerda é um serviço à pior direita que em democracia chegou ao poder.

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