Dias Loureiro, a PGR e as suspeitas


Que seja o Ministério Público, em despacho de arquivamento, a sustentar suspeitas sem provas é, inaceitável, mas que a comunicação social não inquira o alegado impedimento da investigação pela PJ, durante a vigência do anterior Governo, nem a PGR desminta, é preocupante.

A entrevista de Dias Loureiro ao DN (4 páginas) foi o legítimo exercício de vitimização e a indisfarçável ameaça a Cavaco Silva, a concretizar quando todas as incriminações do BPN estiverem prescritas ou arquivadas. Vai (ia) ser bonito!

O antigo ministro das polícias de Cavaco não foi um empregado de balcão do BPN, foi um banqueiro que brilhou no firmamento do banco cavaquista e acabou, segundo o que se escreveu, na indigência (isto é, sem bens em nome próprio) apesar de ser o modelo de empresário de Passos Coelho.

É curioso que os bancos estrangeiros não tenham colaborado neste caso e o tenham feito noutros, de menor relevo financeiro.

Dias Loureiro teve uma meteórica ascensão no mundo social e empresarial depois de ter feito o primeiro telefonema familiar «já sou ministro», até ao convívio com o rei Juan Carlos, Aznar e o núcleo duro de Trump.

Surpreende que tenha falhado nos negócios quem singrou nas relações internacionais, por menos recomendáveis que sejam as referidas, a título de exemplo.

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