O Sr. Dijsselbloem ainda preside ao Eurogrupo?

Jeroen Dijsselbloem, paquete do ministro das finanças alemão Wolfgang Schäuble, proferiu insultos contra os países do Sul: «Não posso gastar todo o meu dinheiro em álcool e mulheres e continuar a pedir ajuda».

Foi um antigo governante português, igualmente vassalo de Wolfgang Schäuble, que, desta vez, o desautorizou.

Comentários

e-pá! disse…
Ontem, na reunião do Eurogrupo, ficou bem patente o 'negócio' que foi arranjado, como tudo indica pelo Sr. Wolfgang Schauble (um público defensor do 'arrasoado' do presidente do Eurogrupo). A solução congeminada terá sido: Dijsselbloem fazia um simulacro de pedido de desculpas (mais uma lamentação do que outra coisa) e nenhum dos membros do Eurogrupo avançaria com a exigência de demissão do cargo que (ainda) ocupa.

O Secretário de Estado Mourinho Félix, presente na reunião em representação de Portugal, demonstrou verticalidade e hombridade ao enfrentar o Sr. Dijsselbloem mas ficou-se pela exigência de um pedido de desculpas, muito aquém do que o País (PR, Governo e AR) exigia.

Depois, aconteceu o 'habitual' em mais uma reunião do Eurogrupo, onde a regra é as resoluções acatarem os interesses do Norte e Centro da Europa e simularem (inexplicáveis) consensos.

O mais relevante desta reunião foi o desperdício desta oportunidade para questionar e tentar alterar toda esta metodologia de 'construção' da Europa que passa pela 'subalternidade dos problemas do Sul' e que, de facto, o (ainda) ministro holandês é um boçal peão de brega desses interesses.
A xenofobia e a boçalidade não são desculpáveis. Mas a metodologia de funcionamento e as 'escolhas' do Eurogrupo são alteráveis...

Adenda: Quanto ao Sr. Portas pouco me importa onde gasta o dinheiro. Importante seria o referido senhor explicar onde e como (durante mais de 4 anos) 'obrigou' muitos dos portugueses a gastarem o que não tinham e a pagar o que não deviam.
Não apago posts

Mas reconheço que são legítimas críticas e merecidas recriminações a este.

Não apago posts. Ficam para que os leitores me julguem pelo que publico, mas reconheço que numa época em que milhares de pessoas ainda são vítimas da homofobia, não foi uma decisão sensata.

A boçalidade não costuma ser meu apanágio, mas, quando quis prestar homenagem ao grande republicano Carlos Candal, caí no primarismo imperdoável.

Tornei-me igual ao Sr. Dijsselbloem
e-pá! disse…
Voltando à 'vaca fria' do Eurogrupo.

Depois de ter escrito um comentário sobre a atitude (mais sobre a concepção de Europa) do senhor Dijsselbloem e das possíveis conotações com o ministro germânico Schäuble uma noticia publicada (às 17h 42 m) no DN de hoje link mostra que o que poderia ser considerado como um alvitre têm sobejas razões para ser invocado.

Senhor Schäuble: E porque não clamar - ‘já chega’ de Dijsselbloem?

Incomoda-o?
Jaime Santos disse…
O Carlos Esperança já se retratou, pelo que não vale a pena repetir o que você próprio disse acima. Mas não se esqueça que, marialvismos à parte, e Candal tinha talvez a desculpa da idade que tinha e da geração em que nasceu, um dos grandes legados do Republicanismo e da sua insistência na separação estrita entre o Estado e a Religião (mau grado o puritanismo mais ou menos pio dos Americanos) foi a conquista pelos cidadãos em geral e pelos políticos em particular de um espaço onde podem viver livremente as suas vidas privadas, sem que ninguém lhes peça contas disso, salvo, no caso dos políticos, quando a sua conduta entra em colisão hipócrita com os valores morais que dizem defender.

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