A mensagem do PR e a direita


A direita, esta direita para cuja azia não há antídoto, debate-se entre o nojo que inspira e a nostalgia de que se alimenta.

O Expresso, através de Ricardo Costa, e o DN, com Paulo Baldaia, procuram, na avidez da intriga e na pressa de anteciparem diatribes contra a esquerda, bilhete para o comboio da direita que vier. Disparam, excitados, meias verdades e torpes mentiras.

Gastaram, há muito Francisco Assis, Henrique Neto e António Barreto e deixaram partir Medina Carreira. Têm de ser eles a fazer o trabalho sujo, sem intermediários, sem terem quem finja ser de esquerda para sustentar as teses desta direita que reclama, no seu mais despudorado oportunismo, méritos em qualquer sucesso doe Governo e que o acusa por desastres provocados pela herança que deixou e pelas catástrofes naturais.

Marcelo é um conservador culto e inteligente cuja origem e educação o tornaram amigo do peito e da hóstia da pior direita. Não se revendo nela, não a segue na decomposição que a ameaça. Apenas procura manter amigos e aguardar um bom momento e melhores atores para apoiar uma direita que seja menos truculenta e se reveja nele.

A mensagem de ontem foi aproveitada pelos saprófitas de direita da pior maneira. Urge ler a mensagem na íntegra para se perceber do que eles são capazes. Como previsto, não ouviram o que Marcelo disse e nenhum se preocupou em saber qual foi a indemnização para as vítimas da procissão da Madeira. Se o carvalho, em vez de ser da paróquia, fosse de um quartel da GNR ou do Exército, já teriam sido chamados à AR os ministros da Administração Interna ou da Defesa. Assim, nada sabemos das famílias dos 13 mortos ou da alta de cada um dos feridos e estropiados do Funchal, que o PR ontem referiu pela primeira vez.

É preciso topete!

Comentários

e-pá! disse…
Quando a Direita interpreta a actual situação económica, orçamental e social não deixa de invocar (muitas vezes a despropósito) o contributo de Passos Coelho.
Quando se refere à catástrofe dos incêndios não há 'memória histórica'. Para a Direita mediática e dos comentaristas orgânicos foi o XXI Governo Constitucional, que nasce de posições conjuntas de toda a Esquerda, que 'desguarneceu' o Estado e o fez 'falhar'.
Até parece que durante os 4 anos e meio de 'passismo' não foi feita outra coisa do que 'investir' no aparelho de Estado. Longe vão os tempos do repetitivo 'slogan': Menos Estado, melhor Estado'...

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