O novo governo dos Açores – A aritmética e o pudor
PS – 25 ; PSD – 21 ; CDS – 3 ; Ch – 2 ; BE – 2 ; PPM – 2 ; IL – 1 ; PAN – 1 A alternância democrática é uma exigência do regime em que me revejo; e a integração de partidos que combatem a democracia, um ultraje. Não podendo Rui Rio reconduzir o PSD à sua matriz fundadora rendeu-se ao que dele fizeram Cavaco e Passos Coelho. O PSD, que aprovou a CRP, um partido fundador do regime democrático, abdicou da a dignidade e da defesa da democracia. A pressa do regresso ao poder nos Açores levou todos os partidos da direita democrática a cometer a indignidade de integrarem na normalidade um partido fascista. E não havia necessidade de se sujeitarem a tal humilhação, a tão despudorada cumplicidade, escrita e assinada. Olho para os números e vejo que ao PS, admitindo que o BE o apoiava, não conseguiria a maioria (ainda há quem pense que o PAN é um partido de esquerda). Teria sempre 28 votos contra. Perante o impasse, o segundo partido (PSD) seria convidado...