As “impossibilidades” de Passos Coelho…

Passos Coelho, ontem, na Ovibeja, segurando as calças...

[Foto de António Carrapato]

"Não será possível ter um Governo que junte PSD e PS..."

declarou Pedro Passos Coelho, ontem, em Beja. link


Mais uma vez o PSD dá mostras de uma impressionante deriva política e eleitoral. No seguimento desta declaração pairam no ar inevitáveis perguntas:

A votação do dia 23 de Março contra o PEC IV que levou à queda do Governo poderá desembocar num acto inconsequente?

Isto é, arriscamo-nos a reproduzir em 5 de Junho de 2011 uma situação, no essencial, semelhante à que se desenvolveu depois das eleições legislativas de Novembro de 2009?

Qual o significado político prático do acordo manifestado por escrito pelos 3 partidos [PS, PSD e CDS] ao memorando elaborado pela troika com vista ao resgate financeiro?

Este acordo em relação ao memorando da troika permite per si que um partido que ganhe as eleições sem maioria absoluta governe sozinho, com o apoio tácito dos outros subscritores?

O PSD sozinho, ou em coligação com o CDS, tem arcabouço para governar o País, na situação em que se encontra, deixando na oposição PS, PCP e BE?

Ou o que Passos Coelho quis evidenciar foi a convicção de que o resultado das eleições de 5 Junho acabará por imolar um dos dois dirigentes dos maiores partidos portugueses [PS e PSD]?

Nesse caso, não seria mais correcto afirmar não ser possível, depois das eleições, um Governo que integre simultaneamente os actuais dirigentes [Passos Coelho e José Sócrates]?

A base de apoio às medidas delineadas pela troika [PS, PSD e CDS] não tem qualquer incidência governamental?

Andamos a brincar com os eleitores a menos de 1 mês das eleições?

Comentários

Antonio disse…
Um político com tantas birrinhas, nunca poderá ser um bom estadista.

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