A crise portuguesa e/ou o desacerto da Zona Euro…

Amartya Sen com o traje académico de doutor da UC (Março 2011).

"Comment certains pays de la zone euro se sont-ils retrouvés dans une situation aussi calamiteuse ? La décision saugrenue d'adopter une monnaie unique, l'euro, sans plus d'intégration politique et économique a certainement joué son rôle dans cette crise, au-delà même des irrégularités financières commises par des pays comme la Grèce ou le Portugal (au-delà, également, de cette culture de "l'excès d'honneur" qu'a soulignée à juste titre l'ancien commissaire européen Mario Monti, et qui dans l'Union européenne permet à ces irrégularités d'être commises impunément)"... . Le Monde, 02.07.2011 link

Tradução livre:

…"Porque razão alguns países da zona euro se encontram numa situação tão calamitosa?
A decisão absurda de adoptar uma moeda única, o euro, sem uma maior integração política e económica desempenhou – certamente - um papel nesta crise, para além das irregularidades financeiras cometidas por países como a Grécia e Portugal (além de uma cultura de “excesso de crédito” como sublinhou o ex-comissário europeu Mario Monti e que na União Europeia permite que estas irregularidades sejam cometidas impunemente)"…

Amartya Sen - economista, professor na Universidade de Havard, Prémio Nobel da Economia 1998 e doutor honnoris causa pela Universidade de Coimbra [2011]. ...


De facto, a causa da actual crise europeia com profundo reflexo na situação portuguesa remonta a problemas basilares relativos ao modelo de construção europeia sendo que as actuais terapêuticas impostas pela UE aos países periféricos em dificuldades, não contemplam a profundidade dos problemas em questão [sempre iludidos ou adiados], pelo que os memorandos de entendimento [o ditos “auxílios externos”] não passam de duras e implacáveis medidas paliativas…continuando a doença a progredir inexoravelmente.
Enquanto não tivermos a capacidade de alterar as condições basilares que estão por detrás da iniludível crise europeia, andaremos de um lado para outro, a “apagar fogos” [para citar uma expressão muito em voga nesta época do ano…] e a coleccionar severas, injustas e miseráveis medidas de austeridade sem ver uma luz ao fundo do túnel...

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